CDS-PP pede aclaração ao Governo sobre estratégia da SATA

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O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, pediu, na sequência do debate sobre a companhia aérea açoriana, uma aclaração ao Governo Regional sobre a estratégia e o futuro para as empresas do Grupo SATA, por estas, em particular a SATA Air Açores e a SATA Internacional, serem “estratégicas e de fundamental importância para o desenvolvimento dos Açores”.

Numa interpelação parlamentar ao executivo socialista sobre o presente e o futuro da SATA, Artur Lima traçou o cenário que conduziu o grupo empresarial detido pelo Governo Regional até à situação actual e questionou o accionista sobre o processo de renovação das frotas de longo curso e dos aviões que asseguram as ligações à ilha do Corvo.

“As opções erradas do passado revelam-se desastrosas para o futuro da companhia, como presentemente constatamos. Se, em 2009, os A310 já eram velhos, agora estão em fim de vida útil. Mas o mais grave e preocupante é que a administração da SATA, nomeada pelo Governo, tem que substituir os seus aviões da frota de longo curso até 2015, mas não sabe que avião vai comprar. O que têm andado a fazer?”, frisou questionando o accionista sobre “qual a opção do Governo para a substituição da frota A310 da SATA Internacional, visando melhorar significativamente o serviço aos nossos emigrantes?”.

A agravar a este problema operacional, Artur Lima apontou baterias também para as ligações aéreas inter-ilhas, alertando que “é também grave o facto de os Dash Q200 estarem em fim de vida útil, porque já foram comprados velhos. Pergunta-se: Que se perspectiva no futuro quanto à substituição desta aeronaves? Para quando a sua renovação e porque modelo de avião?”.

O Líder Parlamentar popular considerou ainda que a estratégia comercial da SATA  “não é a melhor”, recordando que “o CDS-PP não pode deixar de lembrar que a SATA é uma empresa Açoriana que, em primeiríssima instância, tem que servir os Açorianos”.

Porém, apontou, “a SATA tem criado e extinto várias rotas para a Europa (e não só) que só deram ou continuam a dar prejuízos avultados, verificando-se o amadorismo e a falta de preparação de quem tem administrado a empresa, consecutivamente a pôr a SATA ao serviço de experimentalismos e estudos de mercado, que não servem nem os Açores, nem os Açorianos”.

Aliás, prosseguiu Lima, “a SATA está como está porque o Governo Regional, enquanto accionista maioritário e único colocou a empresa a servir única e exclusivamente os seus caprichos políticos e as suas políticas erráticas”, “tem tido administrações de duvidosa competência por onde passaram ex e actuais governantes” e, entre outras, “tem uma frota internacional em fim de vida e uma frota regional desadequada da realidade insular”.

Artur Lima acusou a SATA de “discriminar Açorianos e não servir os Açores”, pelo que é fundamental a existência de uma aclaração do accionista da SATA sobre a estratégia de futuro do Grupo.

 

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