CDS-PP pede informações sobre financiamento público do Hospital Internacional dos Açores

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O Grupo Parlamentar do CDS-PP pretende apurar os montantes de dinheiros públicos utilizados para financiar o Hospital Internacional dos Açores (HIA).

Em requerimento dirigido nesta quinta-feira ao Governo Regional, o deputado Rui Martins refere que o investimento no Hospital Internacional dos Açores “terá sido, em parte, beneficiário de fundos públicos”, sendo, portanto, uma questão de transparência a publicidade dos montantes envolvidos e de quais os ganhos para a Região, do investimento no setor privado, no que concerne à melhoria dos serviços de saúde prestados aos Açorianos.

O requerimento questiona, designadamente, se o HIA “recebeu algum apoio financeiro da Região Autónoma dos Açores ou de algum programa ou fundo comunitário gerido pela Região Autónoma dos Açores”, “quem foram os promotores do projeto, ou projetos, de candidatura a fundos comunitários” e “que garantias foram entregues, da parte dos promotores, no âmbito da candidatura”.

De acordo com o deputado Rui Martins do CDS-PP, as questões levantadas no requerimento foram suscitadas pelas recentes declarações públicas do Presidente do Conselho de Administração do HIA, Luís Farinha, veiculadas no passado mês de maio em diversos órgãos de comunicação social, em que, numa atitude reativa às Unidade de Saúde do Serviço Regional de Saúde (SRS), manifestava a disponibilidade deste Hospital para se articular com o SRS, permitindo evitar a deslocação de doentes para fora da Região, nomeadamente para a realização de cirurgia cardíaca. “O CDS-PP entende, por isso, questionar quais as unidades de saúde que reuniram com o HIA, quando e quem
foram os interlocutores, que diligências foram tomadas, quais as tabelas de honorários e serviços apresentados pelo HIA, e saber se algum dos acionistas tem interesses na área da Cirurgia Cardiotorácica”.

“Os Açores são beneficiários de fundos estruturais da União Europeia, por forma a reduzir as assimetrias sociais e económicas em relação à média europeia. Exige-se, por conseguinte, rigor e equidade na aplicação destes fundos”, frisou Rui Martins.