CDS-PP promete baixar impostos para todos e acusa PS de querer fazê-lo “apenas para alguns”

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A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, prometeu hoje baixar os impostos para todos os portugueses e abater a dívida no caso de existir excedente orçamental e acusou o PS de querer “melhorar o rendimento apenas para alguns”.

“A nossa prioridade é baixar impostos. Ou seja, melhorar o rendimento de todas as pessoas e famílias”, enquanto “a escolha do PS passa por aumentar a função pública”, afirmou a líder centrista, em Évora.

Assunção Cristas notou que esta é “uma diferença grande entre as escolhas e as prioridades do CDS-PP face às do PS”, sublinhando que a sua prioridade “não é melhorar o rendimento apenas para alguns, é melhorar o rendimento para todos”.

A presidente do CDS-PP falava aos jornalistas à margem de um almoço com produtores agropecuários do Alentejo, em Évora, a propósito do cenário macroeconómico e impacto financeiro das propostas constantes no programa eleitoral dos socialistas.

Em conferência de imprensa, Mário Centeno, ministro e candidato a deputado do PS nas próximas eleições legislativas, defendeu que há margem financeira crescente no Programa de Estabilidade para atualizações salariais na administração pública até 2023.

Cristas indicou que “sobram 5,3 mil milhões de euros até 2023”, tendo em conta o cenário macroeconómico que está “validado por Bruxelas”, frisando que o CDS-PP propõe que “60 por cento da verba [sirva] para baixar impostos, o que dá para baixar em média 15% no IRS, e 40 por cento para abater na dívida”.

“Não creio que estes números apresentados hoje sejam novos, mas, se forem, a prioridade do CDS é sempre a mesma: tudo o que é excedente deve ser repartido em 60 por cento para baixar impostos e 40% para pagar a dívida, o que significa baixar impostos futuros”, reafirmou.

Questionada sobre críticas de Mário Centeno às propostas da oposição, a líder dos democratas-cristãos disse não compreender, alegando que as propostas do seu partido “baseiam-se no Programa de Estabilidade apresentado e validado em Bruxelas”.

“O que eu não compreendo é que venha agora falar em novas propostas, aparentemente, do lado do PS sem fazer a revisão desse cenário macroeconómico”, acrescentou.

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