CDU/Faial reúne com o Presidente do IMAR e Diretor do DOP

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Na passada sexta-feira, a CDU/Faial reuniu-se com Hélder Silva, Diretor do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç) e Presidente do Instituto do Mar (IMAR).
Esta reunião deu-se no seguimento das notícias do encerramento do IMAR

A CDU/Faial reuniu-se no passado dia 17 de novembro com Diretor do DOP e Presidente do IMAR, Hélder Silva, a fim de perceber o ponto de situação do IMAR e do DOP após a notícia de encerramento do instituto.
“A CDU/Faial, obviamente que tinha a necessidade de se informar sobre este processo que se prende com o futuro do DOP e da associação que lhe está associada que é o IMAR. E para isso, há dois dias atrás, encontramo-nos e reunimo-nos com os trabalhadores ligados ao IMAR e hoje viemos ter uma reunião com o Diretor do DOP e Presidente do IMAR”, revelou José Decq Mota em declarações aos jornalistas.
Com estas duas reuniões o partido tentou perceber o problema e a situação para se poder preparar para “tomar as posições adequadas nos momentos e nos sítios próprios quando for necessário”, sublinhou o representante da CDU na Assembleia Municipal.
Relativamente ao encerramento do IMAR, o deputado adiantou que segundo sabe “não está nenhum processo de extinção convocado” na Assembleia Geral do IMAR, composta por várias universidades.
Resta saber se o IMAR irá ou não concorrer aos planos de médio prazo do Fundo da Ciência e Tecnologia porque “se não concorrer é sinal que os seus associados não estarão interessados na sua continuação, se concorrer não se poderá inferir isso”, salientou Decq Mota, frisando que desconhece a posição do IMAR sobre este assunto.
Para o deputado, o que está em causa é o prestigio que o DOP, sediado no Faial, como um departamento da UAç, ganhou ao longo dos anos pela sua investigação marinha. “Uma investigação científica pura e aplicada”, frisou.
Decq Mota salientou que parte do problema é de preservar a qualidade e a produtividade deste polo durante “qualquer evolução estrutural que tenha de haver”.
“A outra parte do problema é que nós vivemos num país que criou um sistema de investigação científica que até avançou bastante depois do ministro Mariano Gago, mas que se preocupou com tudo menos com uma coisa que foi a criação de condições para a estabilidade de quem trabalha”, explicou o representante do CDU/Faial.
José Decq Mota afirma ser injusto e inaceitável o facto de haver centenas de investigadores no país inclusive neste polo da UAç que são doutorados, mas que “têm um trabalho completamente precário”, acrescentando que “se vão ser feitas modificações na estrutura funcional deste polo, então este problema também não pode ser esquecido”.
Em declarações aos jornalistas, o comunista revela que os próprios trabalhadores se encontram não só preocupados com os projetos de investigação que estão a desenvolver ou já estão em desenvolvimento como também com isto afetará as suas vidas pessoais.
No que à criação do novo centro de investigação da UAç diz respeito, Decq Mota afirma que o Okeanos “já existe como centro de investigação, mas que não existe ainda como instituto, com autonomia administrativa e financeira”, mas que terá de ser sediado na Horta.
Na sua opinião “qualquer outra interpretação diferente da desta” é por em causa a tripolariedade da Universidade e por sua vez “parte da autonomia” da região.
“Tem a ver de facto com a configuração, tem a ver com a existência da região autónoma e a criação da região autónoma naquela época e, portanto, não pode ser diferente. A defesa do DOP e do polo da Horta é absolutamente essencial e tudo o que se faça de transformação tem de ser na base dessa defesa”, frisou José Decq Mota.