Censo registou mais de 500 milhafres nos Açores

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O 8.º Censo de Milhafres nos Açores, que decorreu em março, permitiu avistar 557 exemplares daquela ave, a única rapina diurna no arquipélago, anunciou a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Desde 2006 que a SPEA realiza um censo desta espécie, em sete das nove ilhas dos Açores (a exceção são Flores e Corvo, onde não existem milhafres). Uma contagem que se realiza também no arquipélago da Madeira, onde a ave é conhecida por manta.

Na edição deste ano, que decorreu a 23 e 24 de março, estiveram envolvidos “dezenas de voluntários”, segundo revela a SPEA, em comunicado, acrescentando terem sido “avistadas 557 aves em 1.400 quilómetros percorridos”.

“No arquipélago, entre 2006 e 2013, registam-se 3.748 milhafres nos cerca de 10.000 quilómetros percorridos nos 418 percursos. As ilhas de São Miguel, Faial e São Jorge apresentam, no total das oito edições, os maiores valores de densidade de aves por quilómetro percorrido”, apontando para uma população total de milhafres “na ordem dos mil indivíduos”.

Além da sua importância para obter informação sobre o milhafre, o censo “insere-se num projeto de cidadania para a ciência que procura estimar o tamanho e a situação das populações de milhafres”, daí a importância da colaboração do máximo de voluntários para obter dados robustos sobre o estado desta espécie em cada ilha do arquipélago.

“O censo de Milhafres é um importante contributo para identificar tendências populacionais da espécie, aferindo se o seu número está a aumentar ou a diminuir, e alertar para situações de perigo desta espécie emblemática do arquipélago”, explica a SPEA, admitindo que as populações de milhafres “parecem estáveis nos Açores e na Madeira, apesar do erro inerente a este tipo de dados, cuja recolha depende do número de voluntários que participa em cada ano e em cada ilha, e das flutuações anuais normalmente expetáveis em espécies selvagens”.

 

Conhecida nos Açores como milhafre ou queimado (Buteo buteo rothschildi) e na Madeira como manta (Buteo buteo harterti), esta espécie possui um estatuto de conservação pouco preocupante.

No entanto, desempenha um papel ecológico fundamental, nomeadamente no controlo de certas pragas (ratos e coelhos).

 

 

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