Ciclo de Cinema “As Malcriadas” no Cineclube do Faial

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Cineclube do Faial

O Cineclube do Faial dedica o próximo ciclo de cinema à celebração da Mulher, propondo uma reflexão sobre diferentes problemáticas que ela ainda enfrenta no século XXI. A acentuada cultura patriarcal, as amarras da tradição e da religião, bem como tensões sociais e políticas são alguns dos desafios que as mulheres continuam a encarar hoje, em sociedades em processo de modernização.

Com este ciclo de cinema o Cineclube pretende dar voz às Mulheres que se insurgem e à sua luta contínua pela emancipação. A primeira sessão do ciclo “As malcriadas” terá lugar ainda em Março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Todas as exibições são às terças-feiras, às 21h, no Teatro Faialense, e os bilhetes custam sempre 4 euros, com desconto de 50% para os sócios do Cineclube.

 

29-Março-2022 – “Mustang” (2015), da realizadora turco-francesa Deniz Gamze Ergüven, conta a história de cinco irmãs de uma vila perdida na Turquia que são punidas depois de brincarem com rapazes, acto considerado escandaloso pela religião muçulmana e que terá consequências inesperadas. O filme estreou no Festival de Cannes de 2015, teve uma nomeação para Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, e foi vencedor do Prémio LUX do Parlamento Europeu.

5-Abril-2022 – “A pior pessoa do Mundo” (2021), do noruegês Joachim Trier, é uma comédia ácida sobre o amor. Com uma certa leveza séria, o realizador acompanha uma jovem mulher nas entranhas da sua alma, incluindo nas opções mais radicais da sua vida amorosa.  O filme foi premiado no Festival de Cannes 2021 (Renate Reinsve recebeu o prémio de Melhor Atriz) e tem duas nomeações para os Óscares 2022 (Melhor filme estrangeiro e Melhor argumento original)

26 de Abril – “Mulher em Guerra” (2018), é um drama-comédia islandês-ucraniano, escrito, produzido e realizado por Benedikt Erlingsson. O filme conta a história de Halla, uma ecologista de 50 anos de Reiquiavique, que decide enfrentar a indústria do alumínio num acto de justiça solitária, em prol da defesa do ambiente e da mitigação do aquecimento global. Uma banda sonora acompanha a narrativa em segundo plano, quase como um coro grego do drama. O filme estreou no Festival de Cannes de 2018 e foi vencedor do Prémio LUX do Parlamento Europeu no mesmo ano.