Cinco meses depois as pontes continuam caídas

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O PSD/Angra do Heroísmo criticou hoje o facto de, “quase cinco meses depois das grandes chuvadas de junho – que se abateram particularmente sobre a zona oeste da Ilha Terceira -, as pontes continuem caídas em vários locais afetados pela intempérie”, avançam.

 

Na altura, a concelhia liderada por João Ormonde denunciou “as diversas causas para o transbordo das ribeiras, e os consequentes prejuízos para as populações. Pelo que agora voltamos aos locais sinistrados, para verificar os trabalhos de reparação”, explica o social democrata.

 

“Mesmo se houve várias intervenções ao nível dos leitos e margens das ribeiras, nomeadamente na zona do Escampadouro (São Bartolomeu), e em outros locais das Cinco Ribeiras e Santa Bárbara, constatou-se que as pontes mais importantes continuam a aguardar a sua reconstrução”, explica aquele responsável.

 

“É assim com as pontes do Caminho da Ribeira das Cinco, freguesia das Cinco Ribeiras, e do Caminho de Cima, em Santa Bárbara, que continuam à espera de serem reconstruídas, depois de todo esse tempo, com enormes prejuízos para as populações, impedidas que estão de circular nas referidas vias”, refere João Ormonde.

 

Sem pôr em causa a necessidade da elaboração de projetos técnicos adequados, ou mesmo o cumprimento de procedimentos legais para a adjudicação dessas obras, o PSD angrense considera que “são casos que justificam plenamente medidas de urgência ou, no mínimo, soluções temporárias que permitam a normal circulação naquelas vias enquanto não se conclui a sua reconstrução final”.

 

Pelo que “a ponte de madeira construída sobre a Ribeira das Oito, no Caminho de Cima, não é uma solução aceitável, pois não permite a circulação do gado ou de viaturas. No caso da Ribeira das Cinco, nem sequer se procedeu à instalação de elementos de proteção ou se limpou a zona circundante”, relata João Ormonde.

 

“Não aceitamos desculpas para tal, nem vemos razões para tanta demora na execução dos trabalhos efetivos de reconstrução”, diz o social democrata, frisando que a concelhia a que preside “está ao lado das populações, que naturalmente exigem outra atenção, e que têm todo direito a um maior empenho e respeito das entidades com responsabilidade na matéria”, afirma.

 

O PSD/Angra do Heroísmo alerta ainda para a necessidade de, com o aproximar do inverno, “se proceder rapidamente aos trabalhos de limpeza e desobstrução, não só nas zonas sinistradas mas também a montante daquelas ribeiras de onde provieram muitos dos detritos vegetais que, nalguns casos, bloquearam as passagens da água, desviando-as do seu curso normal e causando os estragos conhecidos”, alertam.

 

Numa preocupação a médio prazo, João Ormonde diz ainda que há “um imenso trabalho a desenvolver, que vai muito para lá da sensibilização das populações ou ações concretas na vigilância de atos lesivos do meio ambiente. Deve-se é apoiar seriamente o planeamento e a prevenção, o que implica naturalmente investimentos prioritários”, defende.

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