Cinematografia Faialense

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Em escrito de 9 de Novembro findo, referimo-nos, nesta coluna, a “Margarida, amor fiel” de Amílcar Goulart e a “Açores, ilhas de Sonho” de António Furtado.
Hoje, vamos ficar por outros dois filmes, ambos rodados por António Nogueira.
Um “O milhafre e a avezinha,” com texto de Amílcar Goulart, o outro, “O Pequeno emigrante e o seu sonho”, conto que escrevi nos últimos anos da década de1970, publicado no “Correio da Horta” e transcrito na “Folha de Portugal”, Rio de Janeiro e no “Azores Times”, da América de baixo e ilustrado com sugestiva foto do Canal.
A propósito, soube pelo amigo Nogueira que estes dois filmes em apreço foram estreados no “Teatro Faialense”, e que a esta Casa voltariam se conseguisse transferi-los da ultrapassada Bobine Super8 para uma actual, o que acha porém, difícil.
Participaram nos ditos filmes os seguintes amadores: Eva Rodrigues, António Alvernaz, Guilherme Lima, António Simões e esposa, Amélia, José Lacerda e esposa, Lígia, Berta Symaria, Rui Simões, Ruben Rodrigues, António Leal, Sandra Costa, Paulo Simões.
Embora António Nogueira seja demasiado conhecido no Faial e particularmente na Horta, julgo oportuno mais algo dizer, já que o esquecimento é pecha de muita gente.
Veio em 1962 do Continente com artigos de óptica para venda à Ourivesaria Olímpio, dando conta então do filão que era a óptica.
Razão por que se radicou na nossa cidade, e não se enganou…
Na rua Cons. Medeiros abriu a “Casa Óptica Faialense” com consultório equipado de modernos aparelhos, do melhor existente no País.
E as outras ilhas do Triangulo estavam bem à vista (para visitas) mormente o Pico, sem esquecer Flores e Corvo.
Mas não se confinou apenas ao prometedor negócio da sua especialidade, antes integrou-se na vida da cosmopolita Horta.
Com o desporto em plena actividade na cidade, filiou-se no Fayal Sport, ocupando o lugar de Guarda-redes como suplente do grande Almeida (batata) passando depois a treinador, após frequência em curso afim.
Foi também director do “Correio Desportivo” do C.H. em cuja função gratuita deslocou-se à Terceira para fazer cobertura de jogo com equipa local e de Lisboa.
E àquela ilha voltaria e iria mormente ao Pico, mas como repórter do Emissor Regional.
Como sócio do F,S.C. é convidado a integrar a Comissão encarregada da construção da Sede-Ginásio, dando valioso contributo na solução do impasse então verificado na continuação das obras.
Porém, teve de interromper a colaboração para tomar posse, em Outubro de 1979, de Delegado dos Desportos na Horta cargo que não tive ocasião de seguir por já estar na Terceira, aliás, o mesmo sucedeu aquando da candidatura pelo CDS à Presidência da Câmara da Horta, nas eleições Autárquicas.
Com certeza que na meritória acção na ilha faialense, teve a seu lado a esposa, D. Antonieta Nogueira, distinta Professora e que foi apreciada colaboradora do “Tribuna das Ilhas”.

 

À margem
Com desculpas à Associação de Jovens da Ilha do Faial por omissão na iniciativa com a Escola Secundária Manuel de Arriaga no Concurso de curta metragem, no meu escrito, na edição de 9/11/2018.
Sobre “O Pequeno Emigrante e o seu Sonho”, devo esclarecer que a publicação no jornal carioca teve intróito do saudoso amigo F. Canto e Castro, intitulado “Com destino aos açorianos”.
Trata-se de ilustrado terceirense que viveu alguns anos na Horta, onde fez amizades e se tornou conhecido como poeta, escritor e jornalista, tendo sido Director da “Horta Desportiva” que de desporto quase apenas o Cabeçalho, já que mais virada para a vida literária.

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