CMH aprova voto de congratulação pela passagem dos 100 anos de Edila Gaitonde

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Foi aprovado ontem, em sede de reunião de câmara, um voto de congratulação apresentado pelos vereadores do Partido Socialista, pela passagem dos 100 anos da Escritora, pianista e figura do movimento anticolonial, natural do Faial, Edila Brum Dutra de Andrade Gaitonde.

Filha de Júlio Dutra de Andrade e Adelaide, ambos professores do ensino primário, Edila Gaitonde é escritora, pianista e figura do movimento anticolonial. Foi casada com o notável médico indiano Pundalik Gaitonde, Fundador do Congresso Nacional de Goa, conselheiro de Nehru e primeiro representante de Goa no parlamento indiano. Viveu a sua infância na ilha do Faial e completou a sua formação enquanto professora e pianista no Conservatório em Lisboa. Depois de contrair matrimónio foi residir em Goa onde criou uma escola de música. Na Índia, residiu ainda em Bombaim, e Nova Dehli.

Em 1962 mudou-se para Londres onde retomou a sua atividade como professora de música. Com o falecimento do marido, regressou a Portugal e casou, anos mais tarde, com António Nava, faialense. Atualmente reside em Leça da Palmeira e está “a escrever memórias do passado, desde criança, ainda que não saiba se as vai editar, porque ainda falta muito, ainda só tem uns poucos capítulos.

É autora do livro “As Maçãs Azuis: Portugal e Goa 1948-1961.” Escreveu vários livros autobiográficos e de ficção, que foram publicados em Nova Deli, em Goa e em Portugal. A sua última realização, já com 98 anos, foi traduzir e promover a publicação em Portugal em 2018 pela editora Tinta da China, com apoio da Fundação Oriente, da memória autobiográfica de Pundalik Gaitonde “A Libertação de Goa” com uma introdução do Professor Fernando Rosas.

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