CMH e CCIH apreensivas em relação à operação da SATA no Faial

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Na manhã de ontem, 5 de março, foi convocada uma conferência de imprensa conjunta da Câmara Municipal da Horta (CMH) e da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) com o objetivo de apresentar as conclusões da reunião entre estes dois organismos e o presidente do Conselho de Administração da SATA, que decorreu esta semana na Horta.

Na conferência, realizada nos Paços do Concelho da Horta, José Leonardo Silva, presidente da CMH, referiu que a SATA está “empenhada” em encarar este desafio das novas obrigações de serviço público com “espectativas de sucesso” na substituição da TAP, assegurando assim a ligação Lisboa/Horta.

O presidente disse ainda estar preocupado com a continuidade do projeto RISE, projeto esse que a SATA pretende manter, ocupando o lugar de parceiro que a TAP detém neste momento, e que assegura ao Faial um impacto positivo para a operacionalidade e segurança do aeroporto.

A SATA informou a este respeito que pretende manter cinco voos semanais nos meses de abril, maio e outubro, sete voos semanais nos meses de junho e setembro e dez voos por semana nos meses de julho e agosto. Esta situação aos olhos dos responsáveis é vista com preocupação pois significa a redução do número de frequências nos meses de julho e agosto “onde as ligações com o mercado europeu ficam penalizadas”.

Carlos Morais, vice-presidente da CCIH, explicou que as novas obrigações de serviço público de transporte aéreo para a gateway da Horta garantem que passageiros e cargas não serão penalizados.

Morais, também na qualidade de proprietário de uma agência de viagens, afirmou ainda, que menos ligações são sinónimo de menos opções em termos de horários, no entanto essa redução no número de ligações poderá ser compensada pelo maior número de lugares que as aeronaves da SATA oferecem. Contudo Morais afirmou que estas mudanças poderão “pôr em causa um destino turístico chamado Açores”.

Humberto Goulart, presidente da CCIH, atestou que esta é “uma mudança com algum significado” que suscita muitas preocupações, no entanto admite que existe grande empenho por parte da SATA em cumprir com as novas obrigações salvaguardando passageiros e carga.

As entidades mostraram-se apreensivas com toda esta mudança, salientando o facto da frota da SATA ser reduzida, o que em caso de avaria, poderá revelar-se um grave problema. Nesse sentido os organismos públicos referem em comunicado:” na eventualidade do que se encontra projetado para o aeroporto da Horta não se cumprir ou cumprir-se de forma penalizadora para a ilha (…) a CMH e a CCIH serão as primeiras a denunciá-lo publicamente”.

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