Comerciantes querem dinamizar Mercado Municipal da Horta

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Dinamizar o Mercado Municipal Horta e torná-lo mais atractivo aos clientes, através da promoção de novos produtos, da abertura das suas portas a negócios inovadores, do alargamento do horário de funcionamento, entre outras, são algumas das sugestões que constam na proposta que os comerciantes do Mercado Municipal pretendem apresentar à autarquia para dar uma nova vida aquele espaço.

A ideia de criar um conjunto de propostas que pudesse dar uma nova vida ao Mercado Municipal da Horta (MMH) partiu do comerciante mais novo naquele espaço, Emanuel Silva, proprietário da Pomar do Atlântico, que, desde que se instalou no MMH, há dois meses, já viu fechar duas barraquinhas.

Emanuel Silva não pretende ser o único mentor do documento a apresentar na Câmara Municipal da Horta (CMH), mas sim ser a voz dos comerciantes que dia após dia se deparam com o risco do mercado fechar.

Segundo explicou à nossa reportagem, esta ideia surgiu de várias conversas com os comerciantes e clientes. “A ideia de criar este conjunto de propostas surgiu não só da Pomar do Atlântico, mas sim do facto de muita gente comentar que algo tem de ser feito para dinamizar e divulgar o mercado”, refere, salientado que neste processo “o que a Pomar fez, foi tentar pôr essas ideias em prática”.

No seu entender, algo de urgente tem de ser feito por aquele espaço “porque da maneira que as coisas estão e se assim continuarem irá acontecer uma coisa inevitável, que é o fecho do Mercado, e depois já será tarde de mais”.

Para evitar que isso aconteça, o representante dos comerciantes do MMH arregaçou as mangas e pôs mãos à obra, elaborando um documento que reúne opiniões e ideias, “quer do público em geral, quer dos comerciantes do mercado”.

 “Este é um documento que serve para que possamos pressionar, a uma só voz, a CMH no sentido de fazer algo muito concreto para dinamizar de forma diferente aquele espaço em benefício de todos, não só dos comerciantes como da própria Câmara”.

Emanuel Silva levou esse documento ao representante do MMH na autarquia, que se mostrou receptivo. Agora estas ideias estão a ser analisadas por todos os comerciantes daquele espaço, para em conjunto conceberem uma proposta formal para o município.

A par deste processo e também por sugestão dos comerciantes do MMH, está a decorrer uma recolha de assinaturas, com o objectivo de dar mais força a este documento junto da CMH. Esta recolha de assinaturas está a revelar-se bastante positiva, na opinião de Emanuel: “está a ser compensador ver o interesse das pessoas. Por exemplo, no passado fim-de-semana houve gente que se deslocou propositadamente ao mercado para assinar. Estou a falar de pessoas mais velhas que têm presenciado toda esta evolução do mercado e estão descontentes com esta realidade”, diz.

 No entanto, e de acordo com o representante dos comerciantes, “é preciso ter consciência que as ideias têm de partir do grupo de comerciantes, sempre consultando os clientes”.

Por outro lado, Emanuel considera que o objectivo desta recolha de assinaturas “não é fazer uma petição para recolher mil assinaturas”, mas apenas chamar a atenção do município para o facto da população estar preocupada com a actual situação do MMH. 

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