Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República – João Castro apela a um desenvolvimento sustentado da economia do mar

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Na abertura do debate sobre a ‘Economia do Mar e o Setor Marítimo-Portuário’, na Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República, o deputado faialense João Castro destacou o potencial de crescimento da economia do mar que poderá gerar mais 40 milhões de empregos a tempo inteiro.

O Coordenador do Partido Socialista na Comissão de Agricultura e Mar do Parla-mento, João Castro, na abertura do debate sobre a ‘Economia do Mar e o Setor Marítimo-Portuário’, numa análise prospetiva para 2030, salientou o facto de que “muitas indústrias baseadas no oceano têm um potencial de crescimento, superior ao da economia global, como um todo, tanto em termos de valor acrescentado, como na geração de emprego”.
“A economia dos oceanos poderá mais do que duplicar a sua contribuição para o valor agregado global atingindo mais 40 milhões de empregos a tempo inteiro”, frisou o deputado faialense.
João Castro considerou que a atividade económica nos oceanos está em franca expansão, impulsionada sobretudo pelo crescimento da população mundial, pelo crescimento económico, pelo comércio e aumento dos níveis de rendimento.
“Perspetiva-se para as próximas décadas que os avanços científicos e tecnológicos desempenhem um papel crucial, tanto na abordagem de muitos dos desafios ambientais, como no desenvolvimento de atividades económicas, na generalidade dos sectores, na descoberta de novos materiais, engenharia e tecnologia submarina, sensores e imagens, tecnologia de satélite, informatização e sistemas de análise de dados, automação, robotização, biotecnologia e nanotecnologia”, afirmou o deputado, lembrando o crescimento particularmente forte na aquicultura marinha, na energia eólica offshore, no processamento de pescado, na construção e reparação naval bem como na atividade portuária.
Para o parlamentar faialense antecipam-se “desafios na regulamentação e governação, num mundo cada vez mais multipolar, que tem encontrado uma crescente dificuldade em estabelecer consensos, em questões globais e mesmo locais, fundamentais para o ambiente e para a indústria dos oceanos”, pelo que há que caminhar no sentido de uma gestão integrada, com perspetivas de desenvolvimento a longo prazo, que favoreçam o crescimento e o emprego.
“A nova economia dos oceanos deverá considerar o crescimento populacional, a diminuição dos recursos naturais, a resposta às alterações climáticas e a inovação tecnológica”, defendeu.

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