Comissão de Coordenação Inter-hospitalar – Primeira reunião decorreu no Hospital da Horta

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A primeira reunião da Comissão de Coordenação Inter-hospitalar realizou-se no Hospital da Horta.
Este encontro serviu, entre outros assuntos, para discutir a rede de referenciação, a deslocação de doentes, listas de espera e a harmonização entre os hospitais e as unidades de saúde de ilha.

Decorreu na passada sexta-feira, no Hospital da Horta, a primeira reunião da Comissão de Coordenação Inter-hospitalar composta pelos Conselhos de Administração de cada um dos hospitais dos Açores, pela Secretaria Regional da Saúde e pela Direção Regional de Saúde.
De salientar que os Conselhos de Administração dos Hospitais do Faial, Terceira e São Miguel, são constituídos pelos presidentes, diretores clínicos e enfermeiros diretores.
“É uma Comissão que tem competências próprias, no fundo, de agilizar procedimentos entre os três hospitais, harmonizá-los e também entre os hospitais e as unidades de saúde de ilha”, explicou na ocasião Rui Luís em declaração aos jornalistas.
Segundo o secretário regional da Saúde, um dos principais pontos de agenda desta reunião esteve relacionado “com a rede de referenciação que passa pela capacidade de resposta que cada um dos hospitais tem ao nível das suas várias especialidades e que irá facilitar também aquele que é o Regulamento Geral de Deslocações”, que tem a sua publicação prevista para breve, divulgou o responsável pela pasta da saúde.
“O envio dos doentes das unidades de saúde de ilha para os hospitais” também depende desta referenciação e do conhecimento das regras e da capacidade de resposta de cada um dos hospitais, acrescentou o governante.
Neste encontro à porta fechada, a Comissão debateu ainda a questão de estes critérios de referenciação serem essenciais para as listas de espera cirúrgicas e para que os hospitais possam definir os níveis de prioridade.
Outro dos assuntos tratados foi o acesso aos serviços de urgência dos hospitais e os cuidados de saúde primários. De acordo com o secretário é importante “perceber a capacidade de resposta que os centros de saúde têm com os seus médicos de família para atender aquelas que possam ser falsas urgências de forma a aliviar os próprios hospitais” a fim de que estes “se possam dedicar àquilo que são mesmo urgências fundamentais”, sustentou.
O objetivo é ter um “relacionamento mais próximo” entre os três hospitais e as unidades de saúde de ilha com uma definição de critérios únicos e transparentes para que seja mais fácil o envio dos utentes para os hospitais.
Foram ainda temáticas desta Comissão a realidade hospitalar, o funcionamento de cada uma das especialidades e serviços e o regime de prevenção e de presença física dos médicos.