Comunicado da direção da ATA : “ATA teve conhecimento das novas rotas para a Terceira no mesmo dia em que foi tornado público”

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Associação de Turismo dos Açores

A Associação Turismo dos Açores | ATA na sequência das declarações do Senhor Presidente do Conselho de Administração da companhia aérea SATA, Luis Rodrigues, na audição da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores, e do Senhor Presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Marcos Couto, também Presidente do Conselho de Ilha da Terceira, vem por este meio esclarecer o seguinte:

A Associação Turismo dos Açores | ATA no âmbito da sua missão de Promoção do destino
Açores e de captação de novas rotas aéreas tem vindo a desenvolver um conjunto de
contactos com diferentes companhias aéreas europeias e norte-americanas no sentido de
se iniciarem novas rotas para os Açores;

Este trabalho tem vindo a ser desenvolvido em parceira com a ANA Aeroportos, Aerogare
Civil das Lajes, Turismo de Portugal e Governo dos Açores;

O sucesso do processo de decisão de início de uma nova rota para os Açores depende do
grau de confiança que os operadores aéreos percecionam do destino, neste caso os Açores,
e que desde logo depende do nível histórico e atual da procura pelo mesmo. Assim, e
quando comparado com outras gateways dos Açores, o aeroporto de Ponta Delgada é a que
se destaca pelas razões óbvias e que surge sempre como primeira escolha dos operadores
aéreos;

Independentemente da gateway que poderá receber uma nova rota, o destino Açores tem por regra, e à semelhança do que fazem outros destinos turísticos, que efetuar um conjunto de investimentos em campanhas de marketing específicas, para que em paralelo, com as ações do operador aéreo o nível da procura seja o adequado. Gateways com menos procura exigem um nível de investimento em marketing superior;

No entanto, verifica-se que mesmo com disponibilidade e flexibilidade para a execução de
investimentos adicionais em marketing, para que rotas como por exemplo, para a ilha
Terceira sejam uma realidade, os operadores aéreos não aceitam sem antes consolidar a sua presença no aeroporto cuja procura do mercado é superior. É o caso da Lufthansa que, só após o segundo ano de operação (2022) é que se mostrou disponível para incluir a ilha
Terceira no seu plano de exploração, tendo aliás encetado contactos na semana passada
com a Aerogare Civil das Lajes, através da ATA. É também, o caso da Transavia Holanda que se recusou a complementar a operação de Ponta Delgada com a ilha Terceira, sem antes ter pelo menos 3 frequências semanais para Ponta Delgada. Por outro lado, a British Airways foi até ao momento uma exceção, mas exigiu um nível de investimento em marketing do dobro para a ilha Terceira, para apenas 8 rotações quando comparado com as 10 rotações em Ponta Delgada;

Ainda sobre a ilha Terceira, importa referir que, nunca esta ilha historicamente teve tantos lugares disponíveis nas ligações domésticas, nacionais e internacionais num total
atualmente em venda nos sistemas de reservas (GDS) para 2022 de cerca de 621.000, o que corresponde a um rácio de 136 lugares por cama de alojamento turístico. A título de
exemplo a ilha de São Miguel apresenta cerca de metade deste valor para o mesmo rácio
(77 lugares por cama).

Não obstante a realidade dos factos, em todos os contactos efetuados, a ATA trabalha no
sentido de angariar novas operações para todas as gateways dos Açores;

Este trabalho de captação de novas rotas é um trabalho contínuo e moroso em que os
intervenientes constroem um plano de negócios em conjunto e definem os recursos a alocar e os meios a utilizar para o sucesso das operações;

É com surpresa que a ATA recebeu as declarações do Senhor Presidente do Conselho de
Administração da SATA, na medida em que a mesma nunca apresentou os seus planos de
desenvolvimento, tendo aliás a ATA tido conhecimento das novas rotas para a Terceira no
mesmo dia em que foi tornado público. O lançamento de uma nova rota exige o
planeamento e a necessária alocação de fundos, que sem o conhecimento dos planos de
desenvolvimento, a ATA não tem forma de responder, tanto mais que neste momento o
orçamento para 2022, que é reduzido, está praticamente todo comprometido;

Não obstante, a ATA e ao contrário do que foi referido tem vindo a apoiar a SATA com
campanhas de marketing em conjunto, a ATA investiu na SATA um total de 3.116.052€ entre
2013 e 2020, designadamente:
o SATA Internacional: +/- 948.171€
o Azores Airlines Vacations America: +/- 1.667.852€
o Azores Vacations Canada: +/- 500.030€
Para além dos valores acima referidos, a SATA tem atualmente cerca de 300.000€ para
investir em promoção no mercado dos Estados Unidos da América, no âmbito de um
concurso internacional lançado pela ATA para o efeito.

Tal como referido anteriormente, o orçamento da ATA para 2022 é bastante reduzido tendo em consideração que (1) estamos num ano, que se espera, de retoma após a estagnação provocada pela pandemia, e onde se verifica que diversos destinos turísticos reforçaram os seus orçamentos de promoção para este ano, e que num ano normal os mesmos já seriam superiores ao destino Açores, (2) temos uma quantidade elevada de novas companhias aéreas a voar para os Açores, necessitando estas, tal como a SATA, de investimento em marketing por parte da ATA para promover esses mesmos voos.

A ATA está, como sempre esteve, disponível para colaborar com a SATA e todas as outras companhias aéreas, no trabalho de promoção das 9 ilhas do destino Açores, onde se inclui, como sempre se incluiu, a ilha Terceira, no pressuposto de quando as decisões do Conselho de Administração da SATA para o lançamento de novas rotas se baseiam em fluxos turísticos que não existem, e que é necessário ter um plano de promoção específico e focado nessas rotas, a ATA faça desde logo parte desse processo de decisão, à semelhança do que acontece com as restantes companhias aéreas, garantindo assim a necessária alocação de recursos para a execução de campanhas de marketing.