Concelhos com mais casos de Covid-19 vão ser prioritários na vacinação. E São Miguel, como fica?

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DR/PS
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Na passada segunda-feira, o Secretário de Estado da Saúde informou na inauguração de um Centro de Vacinação, em Portimão, que os concelhos que tiveram de recuar na fase de desconfinamento devido a um agravamento de casos de COVID-19 vão ser privilegiados em termos de vacinação, esclarecendo, ainda, que passará a haver uma lógica de distribuição, não só de escalões etários, mas também geográfica de modo a atacar a doença onde ela se manifesta de forma mais intensa.

As declarações do Secretário de Estado da Saúde, Diogo Serra Lopes, vão ao encontro daquilo que o PS de São Miguel há uma semana defendeu ser necessário para fazer face ao agravamento da pandemia na maior ilha do arquipélago, ou seja, urgência e rapidez no processo de vacinação na maior ilha do arquipélago, uma vez que, para além de possuir a mais baixa taxa de vacinação na Região, São Miguel não tinha sequer um rácio de distribuição de vacinas proporcional ao seu peso demográfico na Região.

Nos Açores, como todos sabemos, São Miguel concentra, à data de hoje, mais de 94% dos casos ativos de COVID-19, sendo a única das 9 ilhas em situação de alto risco.

Torna-se, por isso,  urgente que, face às declarações do Secretário de Estado da Saúde, o Governo Regional informe se vai adotar critério semelhante na prioridade de vacinação nos Açores e, por outro lado, que diligências tomou para exigir que seja igualmente reforçado o envio de vacinas para os Açores para fazer face ao agravamento da pandemia na ilha de São Miguel, a qual continua em confinamento com tudo o que isto representa de negativo em termos sociais e económicos para a nossa Região em geral, e para a ilha de São Miguel em particular.

Ainda a este propósito, o PS de São Miguel congratula-se com o reforço da vacinação que se verificou a partir do último sábado, mas lamenta a ausência de informação e a falta de organização com que foi concretizada esta operação, circunstâncias que mereceram o reparo de muitos utentes e que devem ser imputadas aos responsáveis políticos e não aos profissionais de saúde, uma vez que estes últimos têm sido exemplares no trabalho e na dedicação de que têm dado prova.

É, por isso, fundamental que, também nesta matéria, o Governo Regional decida mais e decida melhor, designadamente, com critério, determinação, competência e organização para benefício de todos.

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