Conclusão do Inventário do Património Baleeiro Imóvel abre caminho à edição de roteiros culturais

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Decorreu esta manhã, na Fábrica da Baleia de Porto Pim, a apresentação do Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores. Esta apresentação esteve a cargo de Filipe Porteiro, presidente do Observatório do Mar dos Açores (OMA), que foi a entidade responsável pela realização deste inventário, no âmbito de um protocolo de cooperação com o Governo Regional dos Açores.

O trabalho, coordenado por Márcia Dutra, contou com vários colaboradores, entre eles uma equipa de arquitectos e um fotógrafo. De acordo com Filipe Porteiro, numa fase inicial foi feita a inventariação da documentação história e fotográfica existente, tendo também sido consultados alguns trabalhos já realizados no âmbito desta temática. Só depois desta primeira fase é que a equipa do OMA partiu para o terreno. Nesta segunda etapa, foram realizadas viagens a todas as ilhas dos Açores.

No total, foram inventariados 186 itens. Desses, 24 estão na ilha do Faial. A ilha com mais património baleeiro imóvel inventariado é, como seria de esperar, o Pico, com 43 registos.

De acordo com o director regional da Cultura, a conclusão deste inventário não significa que o projecto tenha chegado ao fim. Para Jorge Bruno, abre-se agora oportunidade para uma nova fase do projecto, que consistirá na edição de roteiros culturais sobre a baleação. A ideia, segundo explicou à comunicação social, é editar cinco roteiros, trabalho que será feito, novamente, a partir de um protocolo com o OMA. 

Para além de contribuir para a preservação da memória histórica açoriana e para a sua divulgação às novas gerações, esta iniciativa trará também dividendos na área do turismo cultural pois, segundo diz o director regional, a temática da baleação é a mais apetecida dos turistas. Um reflexo disso é o facto do Museu dos Baleeiros, no Pico, ser o mais visitado da Região.

Este inventário irá também motivar políticas de conservação e, possivelmente, a reabilitação de alguns dos imóveis, que poderão servir para novas utilizações, à semelhança do que foi feito com a Fábrica da Baleia de Porto Pim, hoje transformada em museu.

 

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