Conselheiros do PS Faial consideram o Plano e Orçamento para 2021, “uma mão cheia de nada face às expetativas criadas pelo PSD Faial”

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Uma mão cheia de nada face às expetativas criadas, é o que os conselheiros do PS Faial consideram, relativamente à proposta de Plano e Orçamento para 2021, discutida na passada quinta-feira no Conselho de Ilha do Faial. Durante anos, na oposição, o PSD sempre criticou a ausência de importantes investimentos para o Faial, como é o exemplo da 2ª fase da variante, agora que estão no Governo não há qualquer referência a esta importante obra e, incrivelmente, quando está assegurado o seu financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Ainda, relativamente à 2ª fase da variante, os conselheiros do PS não entendem a intenção manifestada pelo atual Governo em modificar o traçado previsto e incluído no Plano de Urbanização do Concelho da Horta. Estranhamente, nunca antes colocado em causa pelos deputados de ilha do PSD. O PS Faial reitera que agora existe financiamento e existe projeto. Um projeto enquadrado na malha urbana da cidade, com um perfil citadino e amigo das pessoas, muito diferente da primeira fase, mas que assegura o objetivo de acessibilidade entre os extremos da cidade na zona alta.

Ainda relativamente à variante, qualquer alteração vem atrasar, ainda mais, o arranque desta importante obra para o desenvolvimento do Faial, atendendo por um lado, à obra do quartel dos bombeiros em avançado estado de execução, e a segunda fase da frente mar recentemente lançada a concurso pela autarquia, e, por outro lado, ao financiamento assegurado pelo PRR, proposto pelo anterior governo do PS e aceite pelo atual governo de coligação.

A reduzida verba atribuída ao Porto da Horta, evidencia que não se dará nenhum passo para a concretização deste importante investimento para o Faial, colocando a obra de requalificação do Porto da Horta em sérios riscos de perder a dotação prevista no atual quadro comunitário de apoio. Quanto a isto, continuamos sem perceber qual a posição do PSD Faial, se a favor ou contra este investimento, ou se apenas motivados pelo que as movimentações populares ditam a cada momento.

Registamos, igualmente, a ausência de qualquer referência ao Aeroporto da Horta, quando o discurso político em anos anteriores, contrariava este facto.

No que diz respeito aos restantes investimentos, são o prosseguimento das obras em curso ou previstas, com exceção da requalificação do Pólo de Pedro Miguel do Jardim Botânico, que surge como única novidade neste Plano.

Estamos, portanto, perante um plano de continuidade ao nível dos investimentos, dando seguimento a uma série de obras propostas pelos anteriores governos socialistas.

Assim, mais difícil se torna aceitar a demora na apresentação do Plano e Orçamento aos parceiros sociais e aos Conselhos de Ilha, para a respetiva emissão de parecer nos termos da Lei, quando o documento em análise não é mais do que dar seguimento ao trabalho desenvolvido pelo anterior governo do PS.

Para além de uma “mão cheia de nada” ao nível dos investimentos, face às expetativas criadas pelo PSD local, soma-se um esvaziamento, ao nível das entidades públicas, com o encerramento da AZORINA e as saídas da Direção Regional das Comunidades e da Inspeção Regional do Turismo, o que demonstra que o PSD Faial, pela voz de Carlos Ferreira, tem uma postura enquanto oposição e outra, completamente diferente, enquanto governo.

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