Conselho de Ilha – Guilherme Pinto quer unir conselheiros pelos interesses do Faial

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A última reunião do mandato da Mesa do Conselho de Ilha do Faial presidida por Ângelo Duarte decorreu ontem e ficou marcada, mais uma vez, pela ausência de consenso entre os conselheiros. Em dia de pôr fim a um mandato conturbado, a Ordem de Trabalhos definia que a eleição dos novos membros da Mesa se fizesse no início da reunião. Os restantes conselheiros, no entanto, defenderam que a eleição se deveria realizar apenas no fim. A Mesa não gostou que, após um mandato tão contestado, os restantes conselheiros viessem agora prolongar a sua liderança por mais uma reunião, e manteve a sua posição, de tal forma que foi necessário que o presidente da Câmara Municipal da Horta fizesse chegar um requerimento à Mesa, no sentido de se efectuar uma votação, onde os membros da Mesa ficaram sozinhos na sua tomada de posição.

Esta posição dos restantes conselheiros motivou um desabafo de António Ávila, vice-presidente da Mesa cessante, que lamentou que, após um mandato em que a Mesa foi por tantas vezes contestada, os conselheiros insistissem agora em prolongar as suas funções por mais uma reunião. Para Ávila, esta posição veio comprovar que as quezílias originadas no Conselho ao longo do ano que passou mais não foram que “politiquices”.

Assim, só após o debate dos restantes pontos da Ordem do Dia é que se procedeu à eleição na nova Mesa do Conselho. A lista única, apresentada por Guilherme Pinto, surgiu sem surpresas, tendo recebido oito votos favoráveis, um voto desfavorável e uma abstenção.

A nova Mesa do Conselho de Ilha do Faial passa então a ser liderada por Guilherme Pinto, sendo Carlos Faria vice-presidente, João Decq Mota primeiro secretário e Humberto Goulart segundo secretário.

O mandato de Ângelo Duarte foi bastante atribulado, caracterizando-se pela dificuldade da Mesa em gerar consensos no Conselho de Ilha. O incidente com o parecer sobre o PROTA, quando por lapso foi enviado indevidamente um parecer à Assembleia Regional que diferia daquilo que havia sido decidido ser a posição do Conselho acerca do documento, foi o principal catalisador da discórdia dentro do Conselho, que se foi agravando até ao final deste mandato.

Dentro do Conselho, surgiram por diversas vezes vozes a constatar uma indesejável politização daquele órgão consultivo. Ora, as primeiras palavras do presidente agora eleito foram precisamente no sentido de defender o carácter suprapartidário do Conselho de Ilha. Sem querer tecer considerações sobre a Mesa cessante, Guilherme Pinto reconheceu aos jornalistas que “quando mudam as pessoas mudam as maneiras de trabalhar”, e garantiu que a nova Mesa não se irá reger por interesses políticos mas antes, e acima de tudo, irá “defender os interesses da ilha do Faial”.

Guilherme Pinto é o novo presidente do Conselho de Ilha do Faial

Conselheiros apresentam propostas de alteração ao funcionamento dos Conselhos de Ilha

Esta reunião serviu também para o Conselho de ilha do Faial elaborar um parecer com destino à Assembleia Legislativa Regional com contributos para a redefinição do regime de funcionamento dos Conselhos de Ilha.

Do debate surgiram três propostas que o Conselho vai enviar ao órgão legislativo regional, nomeadamente a inclusão no Conselho de Ilha de representantes do sector das Pescas, a possibilidade de incluir nos Conselhos de Ilha os deputados eleitos pelo Círculo Regional de Compensação, de acordo com a ilha de residência dos mesmos, e ainda a possibilidade dos conselheiros deliberarem incluir no Conselho duas personalidades da sociedade civil de mérito reconhecido, que possam contribuir para um melhor trabalho daquele órgão.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 04.02.2011 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.

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