Corvo recebe primeira visita estatutária do Governo dos Açores desde início da pandemia

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A ilha do Corvo vai receber na segunda-feira a primeira visita estatutária do Governo dos Açores desde que começou a pandemia, inicialmente prevista para o início do ano, mas adiada devido ao surto de Covid-19.

No programa da ação do Governo Regional, a ida ao Corvo é seguida por outra visita estatutária, à ilha das Flores, na terça-feira.

“O executivo açoriano cumpre, de 22 a 24 deste mês, as visitas estatutárias às ilhas do Corvo e das Flores, depois de já ter realizado, no início do ano, ainda antes da pandemia da covid-19, as visitas às ilhas de São Jorge, Graciosa e Santa Maria”, lê-se numa nota imprensa enviada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS) do executivo açoriano.

Na mesma nota, é referido que as visitas irão assumir um formato que “privilegiará” a reunião do conselho de governo com o conselho de ilha, bem como o “contacto com a população de cada uma das ilhas”.

Por ocasião da visita, o conselho de ilha do Corvo elaborou um memorando com 31 propostas a apresentar ao executivo açoriano, que foram aprovadas em reunião de 12 de junho.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, o conselho pede a “viabilização da abertura de alguns eixos” do programa operacional PO2020 (comparticipado por fundos comunitários) para possibilitar ao município do Corvo (o único da ilha) a apresentação de “novas candidaturas”.

No memorando, é solicitado também que o executivo regional proceda à “calendarização da entrega dos projetos de regeneração urbana”, no âmbito do projeto do eco museu do Corvo.

Os corvinos pedem ainda a “reparação dos estragos causados” pela tempestade Kylian, em fevereiro de 2019, na orla costeira a sul da vila.

Nas reivindicações ao nível dos transportes, o conselho de ilha pede que seja viabilizada a “chegada de carga exclusivamente contentorizada” e que se encontre uma solução que permita o “desembarque de contentores com mais de 10 toneladas”.

Ainda no setor dos transportes, é proposto que se proceda à calendarização das “viagens de abastecimento de mercadorias por via marítima”.

Na área da saúde, os corvinos questionam quando será possível ter o “serviço da valência de fisioterapia a tempo inteiro aos doentes da ilha” e pedem “maior celeridade e compromisso” na deslocação aos três hospitais da região (na Terceira, Faial e em São Miguel) por motivos de consulta de especialidade.

O documento reivindica a “reorganização e ampliação das instalações e recursos” na unidade de saúde de ilha e a colocação de um “médico estagiário em simultâneo com o médico residente”.

Entre as sugestões na área do ambiente, está a “elaboração de estudos para a recuperação e requalificação das lagoas do caldeirão”, um dos pontos turísticos mais visitados da ilha.

O conselho de ilha das Flores também aprovou um memorando com algumas propostas, destacando os “problemas mais prementes” da ilha, nas áreas da “saúde, transportes e acessibilidades”.

“Na área da saúde, com a exigência do acesso de forma mais célere às consultas de especialidade e redução do tempo de espera às cirurgias”, lê-se no documento, no qual é ainda pedida “uma revisão ao atual sistema vigente de deslocações de doentes”.

Os conselheiros querem ainda “saber o ponto de situação” sobre as obras no porto comercial das Flores, nas Lajes, que ficou destruído pela passagem do furacão Lorenzo, em outubro de 2019.

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