COVID-19 – Atlânticoline, reduz viagens e reforça medidas de prevenção à propagação de eventual contágio

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DR/Atlânticoline

Na sequência da passagem da Região para o estado de Contingência, provocado pelo COVID-19, a Atlânticoline anunciou a redução das viagens na operação regular de
transporte marítimo de passageiros entre ilhas. Segundo a empresa só serão realizadas duas viagens diárias na Linha Azul (Faial/Pico) e uma viagem da Linha Verde, (Faial/Pico/S. Jorge, a realizar todos os dias no período da manhã.

A Atlânticoline, num comunicado enviado às redações, avança que após a passagem da Região para o estado de contingência, devido ao COVID-19, decidiu “aumentar as medidas preventivas já implementadas ao nível do transporte marítimo de passageiros e viaturas na operação regular atualmente em curso na Região”.
Neste sentido, resolveu restringir o número de viagens, mantendo apenas as consideradas essenciais para garantir a satisfação das necessidades de mobilidade.
Assim, desde o passado sábado que só se realizam duas viagens diárias no Canal. Na LINHA AZUL (Faial/Pico) Horta/Madalena a viagem das 07h30/08h00 Madalena/Horta e 08h15/08h45 Horta/Madalena e a das 17h15/17h45 Madalena/Horta e 18h00/18h30.
Já na LINHA VERDE (Faial/Pico/S. Jorge), a empresa passou a realizar apenas uma viagem, todos os dias, no período da manhã, com partida da Horta às 09h00 e mantendo o itinerário previsto para o dia, à exceção do sábado, em que a ligação passou a ser Horta/Madalena/Velas/Madalena/Horta.
No que se refere à Linha Rosa, que liga Flores e Corvo, “não estão previstas, para já, alterações”, deu a conhecer a Atlânticoline.
A transportadora marítima de passageiros garante que “nestes cenários, estão, naturalmente, asseguradas todas as eventuais viagens extraordinárias que sejam necessárias realizar, nomeadamente para evacuação de doentes”.
Atendendo à situação, a Atlânticoline reduziu, também, o horário das bilheteiras e serviços de carga e bagagem, que passou a funcionar com meia hora de antecedência em relação à primeira viagem do dia, na Horta e na Madalena.
Em relação às restantes viagens, os serviços passaram a abrir 1h30 antes da partida, à exceção da bilheteira de São Roque, que abre 01h00 antes da viagem. No caso do serviço de carga e bagagem, o horário de funcionamento prolonga-se por mais 30 minutos.
Relativamente aos restantes serviços, a loja de vendas da Horta foi de imediato encerrada ao público, já a loja de Ponta Delgada que ainda funcionava apenas no período da tarde, esta segunda feira após o comunicado do Governo sobre o estado de contingência, que levou ao encerramento dos serviços públicos, foi também encerrada ao público. Encerrados ao público estão também os serviços administrativos na Horta e em Ponta Delgada.
No documento enviado às redações adianta ainda, que para além dos procedimentos de limpeza e desinfeção rotineiros, “os navios serão alvo de desinfeções com a periodicidade exigida pela situação” e realizados “ajustamentos às tripulações de forma a evitar qualquer possível foco de contaminação indireta”.
“Estas medidas irão prolongar-se enquanto o atual estado de alerta se mantiver, com o intuito de garantir, da melhor forma, a segurança coletiva”, divulga a Atlânticoline, que garante continuar a acompanhar o desenvolvimento da situação, e atualiza a informação sempre que necessário.
A empresa de transporte marítimo de passageiros, no comunicado enviado às redações, sublinha que a tripulação responsável por trazer o navio “Gilberto Mariano”, que se encontrava em docagem, desde o estaleiro até à Região ficará em isolamento social até ao próximo dia 24 de março, por indicação da Autoridade Regional de Saúde. Em relação ao navio a empresa garante que foi todo desinfetado de forma a integrar a operação oportunamente.
A Atlânticoline reforça o apelo da Autoridade Regional de Saúde para o cumprimento de todas as recomendações já tornadas públicas a este propósito, em especial a de, em caso de sintomas, não procurar um Hospital ou Unidade de Saúde, mas ligar para a Linha de Saúde Açores (808 24 60 24), reforçando ainda a recomendação aos passageiros para que, neste período, restrinjam as suas viagens ao estritamente necessário, lembrando que as medidas de proteção começam em cada um de nós.

Plano de contingência da Atlânticoline deixa passageiros insatisfeitos

As novas medidas introduzidas pela Atlânticoline na sequência da passagem da Região ao estado de contingência, não deixou satisfeitos os passageiros, nomeadamente em relação à redução das viagens, para apenas duas, no Canal.
Esta situação levou mesmo a Atlânticoline a proceder a um esclarecimento sobre a importância da redução das viagens marítimas às essenciais durante o estado de contingência atualmente em vigor na Região, a Atlânticoline, S.A.
Neste sentido, defende que “tempos excecionais requerem medidas excecionais”.
A este respeito, a empresa avança que no Plano de Exploração da Atlânticoline, S.A. em período de contingência, “foram reduzidas cerca de 45% das viagens semanais nas Linhas Verde e Azul”, alegando que “tendo em conta as taxas de ocupação médias dos navios neste período do ano, não se prevê que, em virtude da redução de viagens, essas taxas aumentem para níveis em que deva haver maior preocupação de risco de contágio pela maior proximidade entre os passageiros”.
“Além disso, a Atlânticoline tem registado pedidos de alteração e cancelamento de reservas muito superiores ao habitual, que se explicam pelo atual momento vivido a nível mundial, o que significa que a diminuição do número de viagens será acompanhada pela diminuição das taxas de ocupação”, dá a conhecer, garantido que a Atlânticoline “monitoriza ocupação dos navios”, de forma a, “caso se verifique necessário, tomar medidas para reduzir a concentração de passageiros por viagem”.
“É preocupação fundamental da Atlânticoline garantir a ligação marítima entre o Triângulo e, principalmente, a possibilidade de evacuação marítima de doentes, em caso de necessidade. Nesse sentido, torna-se de importância prioritária garantir o resguardo das tripulações, minimizando ao máximo o risco destas serem infetadas”, considera no documento a empresa.
A Atlânticoline, salienta ainda que no anterior modelo, a empresa utilizava diariamente 80% do pessoal marítimo. “No modelo atual, utiliza 20%”, clarificando que, desta maneira, é “possível manter tripulações fixas e alocadas a um único navio”, evitando assim “o contacto entre elementos de diferentes tripulações” ao mesmo tempo que reduz “ao máximo possível, sem prejuízo de garantir a operação, o risco de contágio indireto, na eventualidade de um passageiro infetado viajar nos navios”.
“Vivemos um período que apela ao bom senso e serenidade da população”, salienta a Atlânticoline, reforçando que está a acompanhar “com preocupação e cautela todos os desenvolvimentos”, garantindo que todas as medidas tomadas visam, acima de tudo, a garantia do serviço público de transporte marítimo de viaturas e passageiros em segurança, providenciando todas as diligências para evitar uma paragem total da operação devido ao contágio das tripulações”.
A finalizar a Atlânticoline diz que “está a desempenhar a parte que lhe compete enquanto agente de salvaguarda da Saúde Pública, e apela a que todos, em consciência, façam o mesmo”.

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