Covid-19: Governo apela ao trabalho agroalimentar para garantir abastecimento

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O ministério da Agricultura afirmou hoje serem “imprescindíveis todos” os profissionais do setor agroalimentar para garantir o abastecimento de bens e serviços essenciais e o bem-estar das famílias.
“Certos de que temos, em todos vós, parceiros fundamentais para vencermos esta batalha, queremos transmitir-vos, desde já”, algumas mensagens, afirma o ministério da Agricultura numa nota ao setor, depois de lembrar as medidas excecionais tomadas durante o estado de emergência, em resposta à pandemia da Covid-19.

 “É prioridade do Governo prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas e garantir que as cadeias de abastecimento fundamentais de bens e serviços essenciais continuam a ser asseguradas”, acrescenta.

O ministério realça a “imprescindibilidade do funcionamento, em condições de normalidade, da cadeia de produção alimentar, em prol da manutenção da regular atividade da sociedade”, e lembra que devem “ser asseguradas as condições de abastecimento de bens nos setores agroalimentar e do retalho, em virtude das dinâmicas de mercado” determinadas pela pandemia do novo coronavírus.

O Governo recorda, naquela nota, que é à ministra da Agricultura a quem compete adotar medidas e praticar todos os atos que permitam garantir as condições de normalidade na produção, transporte, distribuição e abastecimento de bens e serviços agrícolas e pecuários, bem como os essenciais à cadeia de produção agroalimentar, incluindo a importação de matérias-primas e de bens alimentares.

E lembra o decreto do Presidente da República que declarou o estado de emergência e estabeleceu regras aplicáveis ao funcionamento ou suspensão de determinadas instalações, estabelecimentos e atividades, incluindo aqueles que, pelo seu caráter essencial, “devam permanecer “em funcionamento.

“São mantidas as atividades necessárias, da produção à distribuição agroalimentar, não estando prevista qualquer suspensão do seu funcionamento”, alerta o ministério, lembrado que, para garantir o bem-estar das famílias, “são imprescindíveis todos os profissionais” do setor agroalimentar.

“E, por isso, queremos terminar deixando, desde já, a todos os agricultores e a todos os profissionais do setor agroalimentar, uma palavra de reconhecimento e gratidão por todo o trabalho, esforço e dedicação, num contexto que nos desafia e coloca à prova”, adianta, concluindo acreditar que o país vai superar os constrangimentos da pandemia, “graças também ao trabalho de todas e de todos” os trabalhadores do setor.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é o que tem atualmente maior número de casos, registando-se em Portugal, até agora, 14 mortes e 1.600 pessoas infetadas.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, e o concelho de Ovar em estado de calamidade pública desde terça-feira.

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