Crónicas – In ilo tempore

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TI

Não resisti. Tenho mesmo de escrever contra o que me irrita na TV… quando eu era mais novo não havia aquecimento global e as tempestades não tinham essas mariquices de nomes masculinos e femininos. Não se falava de ecologia, nem de aquecimento global, buracos do ozono, degelo ou outras coisas que ora inventaram, mas parece quando se abre a TV que é a primeira vez que chove, que os rios transbordam, que as areias da praia desaparecem…
No meu tempo, era normal no outono, inverno e primavera, chover muito, nevar bastante nos locais habituais, e haver dias a fio sem se vislumbrar o astro-rei. Nos campos usavam-se chancas ou galochas, nas cidades botas e gabardinas (os velhos Macintosh, diriam os ingleses), a luz falhava frequentemente, havia trovoadas, árvores caíam, rios transbordavam, pessoas morriam afogadas… lembro-me de imensas inundações no Porto, em Miragaia e na Ribeira do Douro. Também havia frio, por vezes, muito frio, havia um irradiador lá em casa mas os meus avós usavam as braseiras na aldeia, não havia energias limpas ou sujas, aliás, na aldeia nem água canalizada, nem esgotos nem eletricidade que isso eram modas depois de 1970.

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