Crónica: A amizade é um verbo

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TI

Desde junho que isto foi um mês complicado mas com momentos agradáveis, depois do SARS-COV2 e pós-covid que nos afetou aos três de formas distintas. Depois tivemos a saga (que prometo sempre irrepetir) da pintura do andar de baixo da casa e o pátio nas traseiras, que nos deixou uma nuvem quase invisível de poeiras infiltradas em tudo apesar de os móveis e bibelôs estarem protegidos e cobertos. Uma tarefa de 4 a 5 dias conseguida em dois em que aproveitamos para ir à cidade tratar de coisas e fugir do cheiro e da poeira.

Depois surgiram dois momentos agradáveis. Sei, por experiencia própria que os meus maiores amigos, mais cedo ou mais tarde, acabam por revelar bem a sua verdadeira cor, como traidores de amizade que neles depositei. Tanta vez já me aconteceu e eu, na bondade infinda de ser humano, continuo a confiar nas pessoas até que o egoísmo delas e os seus interesses pessoais se sobreponham à amizade que neles depositamos, crentes de que temos um sexto sentido e este não nos engana… errado, passa a vida a enganar-nos e sempre quando menos se espera ou quando estamos mais fragilizados ou vulneráveis. Eu nem sou de amizades rápidas ou fáceis, deixo-as germinar e sobreviver à inclemência dos invernos ilhéus. Ciclicamente acontece, depois há um período de luto em que passamos a mais reservados e cuidadosos e logo que baixamos a guarda e deixámos abrir os portões da amizade, quando ela se encontra aparentemente madura e pronta para a colheita dos seus frutos, eis que surge a revelação apocalítica da traição dessa amizade.

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