De Promessas estão os Faialenses Fartos. No Domingo não deixe de ir votar

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1.As campanhas eleitorais são pródigas em promessas. Promessas e mais promessas. Fazem parte da essência do “Político”. A necessidade de assegurar que o eleitorado coloque a cruz no tal quadradinho obriga a isso mesmo. Não admira, pois, que os partidos, sobretudo aqueles que se pretendem manter, por vezes, eternizar no poder, prometam tudo a todos a qualquer preço.
O grande tema desta campanha na ilha do Faial foi, sem dúvida, a ampliação da pista do Aeroporto, instrumento fundamental para o seu desenvolvimento económico, e as sucessivas promessas políticas que se têm traduzido num completo falhanço no terreno. Desde 2004 que se promete a ampliação e até hoje nada.
Na verdade, aquele foi o ano em que Carlos César, na altura Presidente do Governo Regional, disse, em alta voz, para todos os faialenses, que caso o Governo da República não fizesse a obra, o seu Governo avançaria com a mesma.
Passados 16 anos, Carlos César volta, agora como Presidente do Partido Socialista, e volta a prometer aquilo que já tinha prometido. O que só demonstra que a obra que prometeu nunca saiu do papel. Continuamos hoje a aterrar numa pista exatamente do mesmo tamanho daquela dos tempos idos de 2004.
16 anos não é tempo suficiente para se pedir desculpa aos faialenses? E o que dizer de todos aqueles que o acompanhavam no momento em que voltou a reiterar a sua promessa de 2004, abanando com a cabeça em sinal de concordância?
Como é possível saber-se que os faialenses, a ilha do Faial, foi enganada desde 2004 até hoje e continuar a apoiar-se a mesma cartilha? Isto é que é defender a ilha?
É fundamental que cada político faça o seu próprio ato de contrição após esta campanha. Mas também é essencial que cada eleitor, perante estes constantes ziguezagues politiqueiros, saiba escolher e decidir no momento de marcar a cruz e de colocar o voto na urna.
Para culminar toda esta polémica que certamente se estenderá pelos próximos meses, Vasco Cordeiro decidiu dar uma machadada final nas aspirações do Faial dando como garantida a ampliação da pista do Aeroporto do Pico.
Bem sabemos que aquele aeroporto é da Região e o do Faial está concessionado à ANA/VINCI, e pertença do Estado Português, mas a promessa do ainda Presidente do Governo Regional traduz um evidente atestado de óbito à ilha do Faial, à sua população e ao seu tecido empresarial.
Ninguém abriu a boca em defesa do Faial.
Nem o Próprio Presidente da Câmara Municipal da Horta. Como é óbvio, o Faial vai ficar para trás. E a culpa será, única e exclusivamente, nossa.
2. As eleições legislativas regionais acontecem já no domingo. Apesar de uma campanha com restrições, com um foco muito particular nas redes socias, nem por isso os diversos partidos políticos deixaram de realizar o tradicional porta a porta, contatando pessoalmente com o eleitor. Continua, ainda hoje, a ser a forma mais eficaz de passar a mensagem.
“P`rá frente é que é caminho” foi o lema do Partido Socialista (PS), enquanto o Partido Social Democrata (PSD) apostou na “Confiança” e em “Valorizar o Faial”. Do lado do CDS/PP, apostou-se em Rui Martins como “A escolha certa para o Faial”, e a CDU apresentou um “Projeto de Futuro para o Faial”.
Infelizmente para o eleitor faialense os restantes partidos concorrentes a estas eleições pouco ou nada fizeram para expor as suas ideias e projetos. O MPT e o PPM não se viram, o PAN e o CHEGA foram uma completa desilusão em face do já demonstrado a nível nacional, e o Bloco de Esquerda (BE) interveio apenas a espaços.
São estas as forças políticas que estarão à disposição do faialense no boletim de voto. Independentemente da escolha, o seu voto poderá fazer a diferença pelo Faial. Por isso, NÃO FIQUE EM CASA, VOTE NO DIA 25 DE OUTUBRO. 

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