Desparasitação nos animais de companhia

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A desparasitação é um dos principais cuidados a ter com os nossos animais de estimação. É muito eficaz quer para manter a saúde deles, como a nossa, uma vez que os parasitas podem infestar-nos também, especialmente crianças, idosos e pessoas com imunossupressão (defesas imunitárias comprometidas).

Infestações parasitárias severas podem provocar gastroenterites, sintomatologia respiratória, lesões dermatológicas, entre outras, confundindo-se comummente com outras patologias, quando a solução é bastante simples: desparasitar.

Existem dois tipos de desparasitação: externa (contra ectoparasitas: insetos e aracnídeos como as pulgas, piolhos, ácaros, carraças) e interna (contra endoparasitas: trematodes, nematodes, cestodes, conhecidos empiricamente como lombrigas ou bichas).

A desparasitação interna deve ser realizada pela primeira vez, tanto em cachorros como gatinhos, até aos primeiros 15 dias de vida, depois mensalmente até que atinjam os seis meses. De seguida deverá ser feita duas, três vezes por ano, ou outra frequência, consoante os hábitos de vida do animal. Deve sempre consultar o seu médico veterinário para que lhe indique o número de desparasitações mais adequado ao caso.

Existem várias apresentações no mercado de desparasitantes internos, como em comprimido e pasta, apropriados tanto para cães como para gatos, a escolha depende do que é mais prático para administrar ao seu amigo de quatro patas. 

As fêmeas gestantes e lactantes também podem ser desparasitadas internamente, desde que o desparasitante seja adequado para as mesmas.

A desparasitação externa pode ser também feita nos primeiros dias de vida, com um desparasitante adequado para recém-nascidos, este também pode ser administrado à progenitora. Normalmente a apresentação farmacêutica apropriada é em spray, deve informar-se com o seu médico veterinário sobre as precauções necessárias ou mesmo levar os cachorrinhos/gatinhos ao consultório/clínica para a aplicação do mesmo, a fim de evitar perigo de intoxicação.

A partir de um mês e meio de vida a desparasitação externa deve ser realizada mensalmente em todos os cães e gatos, especialmente nos períodos quentes do ano. Existem vários produtos no mercado para este efeito, como pipetas, comprimidos e coleiras.

No caso de utilização de pipeta deve ter sempre em atenção que existem pipetas para cães e gatos, são distintas. As pipetas de cão NUNCA podem ser aplicadas em gatos, existe um elevado risco de intoxicação, na própria embalagem de pipetas de cão consta o aviso. Outro cuidado a ter é que ao aplicar a pipeta não pode dar banho ao animal nos próximos 2-3 dias, assim como quando dá banho tem de aguardar 2-3 dias para aplicar a pipeta, caso contrário corre o risco que a pipeta não funcione.

A desparasitação externa funciona como adjuvante da interna, uma vez que alguns ectoparasitas podem transmitir endoparasitas, como o caso das pulgas, que podem transmitir um cestode chamado dipylidium caninum, e as carraças que possibilitam a transmissão de hemoparasitas (parasitas sanguíneos) que podem causar anemias severas e até a morte ao animal, podendo infestar-nos também.

Realizar corretamente a desparasitação interna e externa é uma das formas mais eficazes de proteger o seu animal e a sua família, lembre-se que os parasitas podem também infestar-nos e no caso dos ectoparasitas a reprodução é feita nas nossas casas. Não corra riscos e previna.

 

Perguntas frequentes:

1) O meu animal está sempre em casa, nunca sai, mesmo assim devo desparasitá-lo?

R: Sem dúvida, nestes casos a frequência pode ser menor mas continua a ser necessária, pois mesmo que o animal não saia, você sai e muito facilmente pode trazer ovos de pulga, por exemplo, aderidos à sola dos sapatos.

2) Desparasitei internamente o meu animal e ele libertou muitas lombrigas nas fezes, é normal?

R: Sim, em casos de infestação severa poderá ocorrer libertação dos parasitas adultos. Significa que a desparasitação funcionou mas que tem uma grande carga parasitária. Deverá repetir a desparasitação em conformidade com o aconselhamento do seu médico veterinário.

3) Utilizo sempre pipetas para o meu animal, mas noto que por vezes aparecem pulgas, o que poderá ser?

R: Deve avaliar se aplicou corretamente a pipeta, com o intervalo dos banhos adequado, caso mesmo assim continue a acontecer existe a probabilidade de se ter estabelecido resistência a essa pipeta, havendo necessidade de alterar o princípio ativo que utiliza.

 

Bibliografia Imagem: http://betterdoctor.wordpress.com

 

 

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