Sessão Comemorativa dos 184 anos da elevação da Horta de Vila a Cidade

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O Municipio assinalou na noite de 04 de julho, em sessão solene realizada nos Paços do Concelho, masi uma aniversário da elevação da Horta a Cidade.
Foi um momento importante para homenagear diversas instituições e personalidades da ilha, que se destacaram ao longo dos anos pelo seu contributo na área social 
e cultural.
E, ao mesmo tempo, como acontece todos os anos, foram atribuidas a diversos funcionários da Câmara Municipal as respetivas medalhas pelos bons serviços prestados ao Municipio.    
 

No dia 4 de julho assinalou-se o 184º aniversário da elevação da Horta de Vila a Cidade com uma Sessão Solene que decorreu no Salão Nobre dos Passos do Concelho da Câmara Municipal da Horta. Na ocasião foram homenageados, por deliberação em Assembleia Municipal, vinte e uma entidades e pessoas pela sua ação, cultural e social, na vida do Concelho. 
José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, deu início aos discursos da noite. No último aniversário a que preside do seu mandato de 2013-2017, revelou que ser autarca “é um dos exercícios cívicos mais desafiantes para qualquer cidadão, sobretudo numa cidade de um só concelho, como a nossa, onde as pessoas e os seus problemas nos tocam de uma forma especial e próxima”. No entanto, frisou que a sua equipa está e esteve ao longo dos quatro anos de mandato ciente do esforço necessário, realizando um trabalho árduo e contínuo, salientando que este trabalho “não ficou, nem podia ficar para o último dia, mas que acompanhou todos os dias destes últimos quatro anos”. 
Em jeito de resumo do seu mandato, José Leonardo Silva, salientou que não foram anos fáceis sobretudo “porque foi preciso dar a volta a um período marcado por grandes dificuldades, ultrapassando cortes infringidos aos orçamentos das autarquias, e os acréscimos das responsabilidades desprovidos de meios, às dificuldades acrescidas na gestão dos fundos comunitários”. Neste sentido, o autarca frisou que “graças ao processo mal conduzido não foram locadas verbas para intervir em estradas” sendo este um dos principais problemas do Município. 
Trilhar um caminho “estreito, claro e sem rodeios” foi a estratégia da autarquia para que fosse possível dar respostas positivas às pessoas.
O autarca relembrou que na área social retiraram partido das parcerias com os programas do governo regional “para devolver animo às nossas famílias e dando uma perspetiva de trabalho e sobretudo retorno financeiro que lhes dessem oportunidade de viver num período de grande dificuldade”. Frisou, também, nesta área, o plano de ação do Município junto das Juntas de Freguesia, que entende serem as principais aliadas da autarquia com a criação do fundo de investimento, e dos vários projetos que têm vindo a realizar, salientando o projeto “Presentes do Concelhos” com o reforço e aumento do número de ações nas freguesias, congregando esforços para apoiar as instituições e cidadãos em centenas de situações que pontualmente surgem. 
Do ponto de vista económico José Leonardo referiu que a altura exigia medidas neste sentido classificando as mesmas como “ medidas que fossem capazes de criar condições ao Concelho e desenvolvimento de projetos e ideias de negócio”, o Parque Empresarial livre de taxas inseriu-se nestas medidas e o autarca declarou que “ apesar das vozes de discordância, a verdade é que o Parque Empresarial já permitiu a alienação de cerca de 20 lotes, só neste mandato”. Para o autarca o parque empresarial é motivo de orgulho por ser capaz de receber o futuro matadouro da Horta, que dá resposta ao sector primário da ilha, com qualidade e certificação. Nesta área, além do Parque Empresarial, foi criado o Gabinete do Investidor, foram desafiados empresários de pequenas e médias empresas, e diminuíram o prazo médio dos processos, e principalmente reduziram o prazo de pagamento a fornecedores, terminando o ano de 2016 sem dividas aos fornecedores. 
José Leonardo frisou que o Faial esteve sempre em primeiro lugar, e foi este sentimento que levou o Município a reunir um conjunto de cidadãos para em conjunto com o autarca encontrar uma solução que permita dar consistência ao aumento da pista do aeroporto da Horta. 
A terminar, o autarca salientou, que numa altura em que o seu mandato caminha a passos largos para o seu fim, que “não gostaria que este discurso servisse para passar a ideia de que tudo está resolvido, e que as dificuldades acabaram” deixando o mote de que ainda há muito para fazer pelo Município.
Para Fernando Menezes, Presidente da Assembleia Municipal da Câmara Municipal da Horta, ao celebrar o Dia da Cidade, homenageia-se também todos aqueles que ao longo de muitos anos se dedicaram ao serviço do Município, e em particular aqueles que recentemente “através do voto popular assumiram o compromisso de zelar pelo nosso território e pelas nossas causas”. Neste sentido, aproveitou para neste dia saudar todos os autarcas que terminam em breve os seus mandatos, e a todos aqueles que se irão apresentar ao eleitorado no próximo mês de outubro. 
Aproveitou a ocasião para saudar em particular as Juntas de Freguesia que considera “ não terem o reconhecimento devido e sem a justa compensação financeira”, sendo o círculo administrativo mais pequeno e que resolvem muitos dos problemas quotidianos nas suas áreas de ação, bem como o Presidente e vereadores da CMH “ pelo seu incansável esforço em muitas situações, sem as quais seria mais difícil viver nesta cidade”, nomeando as questões das águas e resíduos, transportes e comunicação, emprego e solidariedade social e frisou “ entre tantas outras que têm de ser diariamente solucionadas, quase sempre com parcos recursos e por vezes com muita imaginação”.
Relativamente à Assembleia Munici-pal, Fernando Menezes, disse que este constituiu um ângulo forte do debate democrático e plural, onde foram manifestadas posições firmes sobre os principais problemas e dificuldades com que se debateram. Afirmou também que “a Assembleia Municipal da Horta foi dos espaços onde se cultivou o convívio, o respeito e urbanidade democrática”. Informou que até ao momento foram realizadas 18 reuniões plenárias, amplamente participadas por todas as freguesias da ilha, firmando-se sempre pelo que lhes competia, a autonomia pelo poder local, do respeito pela lei e pelos municípios do estado de direito. 
Fernando Menezes frisou ainda que “soubemos divergir muitas vezes, mas soubemos também ser solidários na defesa dos interesses mais prementes da ilha” nomeando as posições sobre o aeroporto da Horta, o porto da Horta e a saúde.  Fernando Menezes terminou o seu discurso fazendo um balanço positivo da atividade da Assembleia Municipal.
A Sessão terminou com a homenagem de 21 entidades e cidadãos que, pelas suas ações sociais e culturais na vida do Município tiveram reconhecimento neste dia:
 
Medalha de Mérito
Municipal: 
Clube Independente de Atletismo Ilha Azul
Núcleo do Faial do Corpo Nacional de Escutas
MicroHorta, Comércio e Informática, Lda.
Tripulantes dos Navios de Investigação Arquipélago e Águas Vivas
 
Medalha de Mérito
Municipal Dourada:
Equipa de Proximidade e Apoio à Vítima da   PSP  da   Horta 
Clube Recreio e Fraternidade
Comissão  de Proteção de Crianças e Jovens da Ilha do Faial
Guilherme Marinho Pinto de Sousa
João Carlos Lima Gomes Fraga (A título póstumo)
JoãoVictor da Rosa Mateus
Luís  Manuel  Cardoso  Chaby Lara (A   título  póstumo)   
Manuel Fernando Ramos de Vargas
Maria de Oliveira Dutra
Roberto da Costa Ponte 
Rui Dowling
Rui Manuel Baptista
Kirancumar
 
MEDALHA   DE   BONS   
SERVIÇOS MUNICIPAIS
 Categoria prateada os funcionários que cumprem até 4 de Julho de 217, 20 anos de serviço efetivo:
José Alberto Jorge Norte 
Manuel Fernando dos Santos Correia 
 
MEDALHA DE BONS SERVIÇOS MUNICIPAIS 
Categoria Dourada os funcionários que cumprem até 4 de julho de 2017, 30 anos de serviço efetivo:
Armando Manuel Medeiros da Costa 
Ilídio Paulo Garcia Correia 

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