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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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Horta assinala o dia 8 de março com marcha pelos direitos da mulher, atividades com temáticas feministas e festa no Ubar (Clube Naval)

No próximo dia 8 de março, as ruas da Horta serão palco de uma marcha pelos Direitos das Mulheres, organizada pelo coletivo informal Sem Capotes. A iniciativa integra a Greve Feminista Internacional e faz parte dos eventos promovidos pela Rede 8 de Março em várias cidades do país, incluindo Aveiro, Barcelos, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Guimarães, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu.

Para além da marcha, estão programadas atividades de sensibilização a partir das 14h00, incluindo uma oficina de elaboração de cartazes às 16h00, promovendo a participação ativa da comunidade na luta pela igualdade de género.

A marcha terá início às 17h30 no Parque da Alagoa, culminando no Largo do Infante, onde será lido um manifesto que abordará temas como violência doméstica, violência sexual, violência obstétrica, assédio, transfobia, direitos sexuais e reprodutivos, racismo e xenofobia. O Sem Capotes sublinha que estas e outras formas de violência de género, que se perpetuam,  tornam essencial a continuação da luta pelos direitos das mulheres mesmo 2025.

Para encerrar o dia, haverá uma festa do 8 de março no Ubar, Clube Naval, às 21h30, com um espaço de convívio e celebração da resistência feminista.

Rede 8 de Março defende a autonomia dos corpos e a liberdade como pilares da luta feminista, exigindo o acesso efetivo aos direitos sexuais e reprodutivos, incluindo a interrupção voluntária da gravidez e o fim da violência obstétrica. Reivindica também igualdade salarial, partilha equitativa do trabalho doméstico e de cuidados, direito à habitação, participação política plena e o fim do assédio e de todas as formas de violência sexual.

O movimento destaca que nenhuma mulher será deixada para trás, rejeitando a instrumentalização da defesa da segurança para oprimir pessoas emigrantes e racializadas e combatendo a mercantilização do feminismo. A luta também passa pela defesa da justiça social, da solidariedade e da paz, como alternativa à exploração, guerra e destruição ambiental.

mobilização massiva é essencial para garantir que a luta feminista continue avançando. A organização convida todas as pessoas a juntarem-se à marcha e às atividades programadas, reforçando a importância da luta coletiva pelos direitos das mulheres.

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