Direito de resposta

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Por: Carlos Pereira

Após ponderada reflexão, entendi por bem comentar o artigo intitulado “Um tal senhor do Hotel Caravelas”
Note-se que o comentário que subscrevo destina-se apenas ao respeito e consideração pelas pessoas que leram o referido artigo e não ao seu subscritor. Este merece o meu total desprezo pela tentativa de aproveitamento duma frase isolada, que nem sequer é da minha autoria, para criar/provocar/alimentar uma rivalidade entre as ilhas do Faial e do Pico que a minha geração e as vindouras tentam esbater. Recorde-se que estas rivalidades só existem na cabeça de alguns.
Se alinhássemos na utilização de expressões bairristas e as alimentássemos, teríamos matéria suficiente na ilha do Pico sem necessidade de recorrer ao outro lado do canal.
Saibam os leitores que a referida entrevista foi antecedida por uma longa conversa com os radialistas da RFM e nunca em tempo algum notei que haveria por parte destes qualquer intenção de fomentar ou exaltar eventuais divergências entre estas duas ilhas, se tal tivesse notado a entrevista teria ficado por ali.
A pergunta feita, ironicamente, pelo radialistas tinha como objetivo o desenvolvimento ou aprofundamento duma realidade que existiu durante muitos anos entre as duas ilhas. Teve, provavelmente, razão de ser num determinado período da história. Hoje, não faz sentido porque entendemos, e como nós muitos habitantes das duas ilhas, o Faial e o Pico completam-se. Cada vez mais, com a ajuda dos transportes atuais entre as duas ilhas, se nota esta complementaridade quer a nível empresarial quer mesmo a nível laboral.
O que são as ilhas dos Açores senão simples e bonitos ilhéus? Não é, para nós, um gosto enorme quando em fóruns continentais dizemos “sou ilhéu com muito orgulho”? Não serão todas elas “Ilhéus iluminados”? As habitadas, claro, porque existem dezenas de ilhéus que só servem para as embelezar.
No passado fim de semana fui visitar a ilha das Flores. Fui, via Faial, quando poderia ter optado por outras vias, que também existem. Passei três dias excepcionais e relaxantes na linda ilha do extremo ocidental do arquipélago cumprindo, assim, uma indicação, muito acertada este ano, de conhecer melhor as nossas ilhas ao invés de rumar ao continente ou ao estrangeiro.
Saibam os caríssimos leitores que no hotel que dirijo tive o prazer de receber, especialmente este ano, inúmeros Faialenses que, em outras circunstâncias, escolheriam outros destinos para as suas férias.
Para terminar, e voltando ao artigo que originou este comentário, tenho a satisfação de partilhar convosco e com todas as entidades competentes o meu total empenho em que o Triângulo seja, cada vez mais, um destino único.
Se limarmos algumas arestas nas acessibilidades para as três ilhas e entre estas, não tenho dúvidas de que brevemente seremos reconhecidos como uma das principais rotas do país, assim contribuamos todos sem a necessidade de pervertermos, em benefício dum ego próprio, simples expressões com “ilhéu iluminado”.

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