Diretora Regional destaca liderança das ilhas na transição energética da União Europeia

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DR-GACS

A Diretora Regional da Energia destacou hoje, em Bruxelas, o importante papel das ilhas e arquipélagos na definição dos planos nacionais de energia e clima, considerando que estes espaços insulares “constituem importantes agentes de mudança em matéria de definição de políticas energéticas, afirmando-se como líderes na transição para uma economia de baixo carbono”.

Andreia Carreiro falava no debate ‘EU islands at the forefront of energy transition and decarbonisation of economies’, promovido pela CPMR – Islands Commission, em parceria com o Comité das Regiões e ‘Greening the Islands’, que decorreu com o objetivo de debater o conteúdo e os principais objetivos dos planos nacionais e estratégias para a energia e clima, que deverão ser entregues à Comissão Europeia até ao final deste ano, ajustando-os às realidades das suas ilhas e arquipélagos.

“O esforço coletivo de pugnar por um território mais limpo não pode estar circunscrito às limitações físicas e geográficas de um espaço insular, exigindo uma verdadeira conjugação de vontades e um espírito de cooperação”, disse Andreia Carreiro, salientando que “estas regiões encaram desafios específicos em matéria de energia e clima, que, de modo geral, não se vislumbram em contextos continentais, mas que devem ser tidos em consideração”.

Andreia Carreiro referiu, como exemplo, que os Açores, “apesar do alinhamento regional com os princípios gerais do principal instrumento de política energética e climática em desenvolvimento em Portugal”, que se materializa no Plano Nacional Energia e Clima (PNEC 2030), “possuem particularidades, impostas pela insularidade, que não permitem uma transposição linear das trajetórias estabelecidas na matéria”.

Dadas as caraterísticas da Região, afirmou que, em plena convergência com a moldura legislativa nacional, o Governo dos Açores está a estabelecer a Estratégia Açoriana para a Energia no Horizonte 2030, que visa garantir uma energia limpa, fiável, competitiva e para todos, “orientando os investimentos para tecnologias e soluções emergentes”.

Pretende-se, desta forma, “reforçar o aproveitamento das fontes de energia renováveis e endógenas nos Açores, promovendo-se a eletrificação dos diversos setores e uma maior utilização racional de energia”, acrescentou.

“Para o Governo dos Açores, bem como para as diversas regiões insulares da Europa, o objetivo é promover um desenvolvimento harmonioso e sustentável, que alie práticas feitas à medida, no combate às alterações climáticas, com base numa economia competitiva e de baixo carbono, explorando as potencialidades oferecidas pelos recursos naturais e pelas novas tecnologias”, afirmou Andreia Carreiro.

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