Do lavagante e de um presidente digno de ser assassinado

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Victor Rui Dores
Victor Rui Dores

O lavagante, crustáceo de tenebrosa memória, é paciente, obstinado e terrível nos seus desígnios. Ele serve o safio (ou congro) que está nas tocas submersas do mar, levando-lhe comida todas as horas – e fica a vê-lo a engordar, a engordar até ficar bloqueado, incapaz de sair do buraco porque o corpo cresceu demais, enovelou-se e não cabe na abertura por onde podia libertar-se. É nessa altura que o ardiloso lavagante aparece à boca da toca do safio, mas desta vez já não é servil nem traz comida. Vem de garras afiadas devorar o grande prisioneiro que alimentou durante tanto tempo.

Para mim, Putin é um outro lavagante. Porque este russo é um ditador sanguinário, alienado e psicopata que invadiu um país soberano e iniciou uma guerra ilegal, ilegítima e criminosa contra amigos e familiares. Digo guerra. Deixemo-nos de eufemismos. O que se está a passar na Ucrânia não é uma “operação militar especial”, não é um conflito, nem é uma invasão ou ocupação – é uma GUERRA!

E nunca como agora faz tanto sentido a quadra de António Aleixo:

“À guerra não ligues meia
Porque os grandes cá da terra
Tendo a guerra em terra alheia
Não querem que acabe a guerra”.

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