Crentes e não crentes, cristãos e não cristãos, em cada Natal, cada vez mais, nas suas vidas pessoais e comunitárias se deixaram penetrar por uma figura enigmática, simpática e bonacheirona, que todos chamamos, sem saber bem a que nos referimos, de “Pai Natal”.
Essa figura do nosso imaginário pessoal e coletivo anda por aí, vestida de fato vermelho, de luzidia barba branca, simpática e bem nutrida feição, trepando, de saco cheio de prendas, as mais dificeis janelas e os mais inóspitos telhados.
E todos nós vamos transmitindo aos nossos filhos uma inefável afeição por este velhinho de barbas brancas, que faz a felicidade e traz a alegria para tantas crianças, sem verdadeiramente nos apercebermos do vazio histórico, religioso e simbólico em que estamos a cair.
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