Dormidas no Faial crescem 7,1% em 2017 A verdade sobre os números de Turismo.

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Muito tem sido veiculado na ilha do Faial, a suposta desgraça desta ilha no que concerne à evolução do Turismo e, concretamente, das dormidas.
Não é situação nova apregoar-se a desgraça, e até ter-se prazer em fazê-lo, é infelizmente algo que nos tem vindo a suceder frequentemente.
Tem sido dito e afirmado recorrentemente que o Faial, em 2017, cresceu apenas 1,1% no número de dormidas (+ 1.224), colocando-o na cauda da região nesta matéria.
É verdade, o Faial cresceu 1,1% nas dormidas da Hotelaria Tradicional, mas o que não se entende é que, numa clara tentativa de puxar o Faial para baixo, como é hábito em alguns atores políticos da nossa comunidade, não sejam referidos os números tal como eles são, divulgados pelo Serviço Regional de Estatística, procurando branquear a realidade e, por essa via, minimizar os resultados que temos alcançado.
Vamos aos factos, à realidade. A avaliação das dormidas nas ilhas é feita com base na análise de 5 tipos de alojamentos, bem descritos nos documentos emitidos pela SREA, Hotelaria Tradicional, Turismo em Espaço Rural, Pousadas da Juventude, Parques de campismo e Alojamento Local.:
No que toca à Hotelaria Tradicional, quando comparado o ano 2016 com 2017, as dormidas no Faial cresceram 1,1% (+ 1124 dormidas);
No que tocas às dormidas em Turismo no Espaço Rural, o Faial cresceu 6,5% (+ 617 dormidas);
Quanto às dormidas em Parques de Campismo, o Faial cresceu 76,5% (+ 1770 dormidas);
E, por fim, no Alojamento Local, o Faial registou um crescimento de 21,9% (+ 7042 dormidas).
Não existe Pousada da Juventude, pelo que não há dormidas as acrescentar.
Ou seja, na apreciação global dos números podemos concluir que em 2017, houve um aumento de 10.553 dormidas, comparativamente com 2016, atingindo-se um total de 158.379 dormidas.
Neste crescimento de 7,1%, e não de 1,1%, como é referido muitas vezes, procurando que uma mentira dita muitas vezes se torne verdadeira, nem estão contabilizados os dados da marina da Horta, onde a escalas de veleiros provenientes de todo o mundo dão um grande contributo para este setor.
Daí, “crescer”, é a única palavra que encontramos quando analisamos as estatísticas do Turismo nesta área, mas quando verificamos aquilo que é dito e afirmado por aqueles que só nos procuram puxar para baixo, parece que só descemos nos indicadores.
Provavelmente, se o crescimento na hotelaria tradicional tivesse sido de 21,9% e no alojamento local de 1,1%, os dados que seriam amplamente divulgados e escrutinados pela opinião publicada, seria o crescimento de 1,1% no Alojamento Local em vez do crescimento de 21,9% da Hotelaria Tradicional.
As estatísticas, e não qualquer outra circunstância, permitem ainda concluir que:
– O Faial é a terceira ilha nos Açores com maior peso nas dormidas em 2017 (158.379);
– Em 2012, o Faial teve 100.100 dormidas; em 2017 teve 158.379, mais 58.279.
– Mesmo a Hotelaria Tradicional – que cresceu 1,1% de 2016 para 2017 – teve mais 31.323 dormidas, quando comparamos 2012 com 2017.
Este crescimento na hotelaria tradicional tem-se revelado sustentado, senão vejamos:
Em 2012, tivemos 31.942 dormidas; em 2013, 33.589 dormidas; em 2014, 34.567 dormidas; em 2015, 39.139 dormidas; em 2016, 45.668 dormidas e em 2017, 47.821 dormidas; ou seja, desde 2012 a hotelaria tradicional cresceu todos os anos, todos os anos, o que revela que esse crescimento é sustentado e assinalável.
Queremos mais? Queremos! Vamos trabalhar por mais? Vamos!
Mas não podemos branquear a evolução que temos registado nesta área ao longo dos anos, resultado de um trabalho excecional dos nossos empresários.
Creio que o esforço desses mesmos empresários, deveria ser merecedor de maior respeito, por parte daqueles que procurando brincar com os números, acabam por brincar com a vida dos que laboriosa e esforçadamente, se dedicam e investem na sua ilha, neste Faial merecedor de maior respeito.

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