Editorial

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Esta semana que passou foi frutífera em acontecimentos. Os 100 anos do Teatro Faialense são, certamente, os que mais saltam à vista, ou não se tratasse de um número redondo, de um centenário.
É interessante perceber como o povo faialense gosta e defende a sua cultura.
Ainda neste campo tivémos o lançamento do livro de João Madruga Ávila sobre as tradições e vivências de outrora.
Tivemos ainda o Faial no centro do mundo da tecnologia com a oitava edição da Horta Tech Fest.
Uma palestra sobre depressão, a doença silenciosa que mata, a par do cancro, milhares de pessoas e que ainda não é devidamente acompanhada.
Aproveitando a boleia das doenças… não posso permanecer indiferente ao que se está a passar no nosso hospital.
Marca exame, marca consulta, há medico, desmarca exame, desmarca consulta, não há médico… uma gigajoga com a vida e com a saúde das pessoas.
Mas, o que me parece mais grave, é o aproveitamento demagogico que os vários partidos políticos parecem querer fazer com esta questão.
Não estou, de todo, a criticar quem fala nas coisas. Muito pelo contrário, sempre fui apologista de que devemos reivindicar o que é nosso. Mas acho que se devem tentar analisar os factos isoladamente e ver se, num todo, representam uma ameaça…
Cinjo-me claro às notícias que tem vindo a lume por força da Oposição porque, infelizmente, quer por parte do partido do Governo, quer por parte da secretaria da tutela ou mesmo do Hospital da Horta, pelo menos aqui ao Tribuna das Ilhas, não chegou qualquer comunicado ou esclarecimento sobre o que se está a passar. Passar-se-á alguma coisa afinal?

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