EDITORIAL

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Uma nova equipa assume, a partir deste número, a direção do jornal Tribuna das Ilhas. Fazemo-lo com espírito de serviço, na consciência da transitoriedade destes cargos e sem outros objetivos que não sejam os de ajudar no desenvolvimento e promoção desta terra que nos viu nascer e nos acolheu.
Uma nova equipa significa, naturalmente, ideias diferentes. Vamos introduzi-las paulatinamente, de forma a aproximar o jornal daquela que é a nossa visão, já sancionada pela nova Direção da Cooperativa, que nos convidou. Assumimos com orgulho o património que herdamos das várias e muito competentes direções editoriais anteriores, que puseram de pé, deram consistência e afirmaram este projeto, ao longo de quase duas décadas, no contexto da imprensa local e regional. Aspiramos manter e reforçar esse rumo!
Atravessamos uma época em que a capacidade de convencer, de influenciar decisões, de apressar opções, se faz, em parte crescente, através da força de uma Comunicação Social ativa, atenta e livre. Nesse contexto, de forma fundamentada e plural, gostaríamos de ser capazes de promover e estimular o debate para que dele e do esclarecimento que ele proporciona possam nascer as melhores decisões.
As ilhas mais pequenas e mais periféricas dos Açores vivem tempos cruciais para o futuro. A ameaça do despovoamento e o império do economicismo estão a desvirtuar o desenvolvimento dos Açores e a introduzir desequilíbrios gritantes. Seremos intransigentes na defesa do desenvolvimento harmonioso dos Açores assente numa solidariedade partilhada no crescimento e nas dificuldades.
Urge, para esse fim, colocarmos de lado os bairrismos e a desunião, que só nos prejudicam e enfraquecem. Em vez disso, impõe-se aprofundar o nosso conhecimento mútuo, descobrindo o conterrâneo que está à nossa beira e que na cultura, na profissão, no desporto, no lazer ou no hobby merece ser descoberto e conhecido.
É nessa direção que vamos!

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