Editorial

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O assunto para este editorial não é novidade. Eleições passadas, deputados eleitos, é evidente que temos que nos focar nos resultados eleitorais.
A nível regional os resultados não surpreenderam muito, se tivermos em linha de conta as diferentes sondagens que foram feitas ainda em período de campanha. Aliás, as sondagens deveriam ser repensadas… Consta que apenas as ilhas de São Miguel e Terceira são consideradas para esse efeito. E nós? E os outros? porque não somos tidos nem achados? Mas lá está… é uma sondagem…
No Faial os resultados ditaram 10 freguesias com mais votos no PSD e 3 com mais votos no PS. A vitória não pode ser imputada, a meu ver, ao PSD. Venceram os partidos ditos mais pequenos que, esses sim, aumentaram e muito o número de votos, quando comparados com 2012.
Agora, que isto dá que pensar? Claro que dá! É preciso perceber o que levou 49% dos faialenses a ficar em casa!
O que se passou para que mais de metade da população não fosse votar?
Serão os cadernos eleitorais que não estão em dia? Será que as pessoas pura e simplesmente deixaram de se interessar?
É urgente, e já não é primeira vez que me reporto a esta questão, ir ao cerne da questão e perceber como é que, em 13.013 eleitores inscritos, só votam 6550?
A nível regional a abstenção atingiu 59,16%, um recorde absoluto nestes sufrágios, superando os 53,34% de abstenção em 2008, que era até agora o valor mais elevado.
Marcelo Rebelo de Sousa já comentou o elevado número da abstenção verificada este domingo nas eleições regionais açorianas. O presidente diz que existe cada vez mais um afastamento do cidadão à política e é necessário fazer uma pedagogia, mesmo fora do período eleitoral.
Então, penso que a resposta está aí. É preciso cativar o cidadão, é preciso mostrar que a política não é um mero jogo de cadeiras, que não é um mero capricho de “dois ou três” que gostam disto.
Política somos todos nós! Não nos esquecamos que quem elegemos, sim porque ao não ir votar também estamos a eleger, é quem nos vai representar e defender.
Temos um ano até ao próximo ato eleitoral para explorar isto.
Vamos dizer não à abstenção!

Maria José Silva
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