Um estudo feito por oito invetigadores em 2022, concluiu que as atividades marítimo-turísticas deixam, por ano, na economia açoriana 210 milhões de euros.
Nelas se incluem, primordialmente, a observação de cetáceos, o mergulho e a pesca grossa, mais conhecida por “big game fishing”.
Como tivemos oportunidade de constatar, pela nossa recente passagem nas marinas de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Velas, sem esquecer a da Horta, local do nosso destino final, assistimos em cada manhã, em todas elas, a um inusitado movimento de turistas, clientes destas atividades.
Com efeito este ecoturismo, encaixa na perfeição nas especificidades das nossas ilhas, concretamente no ambiente marinho que as envolve.
Importa, pois, saber preservar este produto turístico de elevado valor económico dando-lhe o adequado enquadramento legislativo e assegurando às empresas promotoras as melhores condições de instalação, nas marinas onde operam.
Das empresas espera-se, também, a total adesão ao cumprimento do quadro legal que lhes é aplicável e a prestação de um serviço de qualidade aos clientes o que, pelo que supomos, acontece de uma maneira geral.
E a propósito de marinas, a da Horta, a mais movimentada e internacional dos Açores acabou de receber mais duas regatas.
A “Les Sables-Les Açores-Les Sables”, para “yachts” de “6.50m” que, já na sua décima edição escalou a Horta com 61 participantes os quais largaram, na tarde do passado domingo, com regresso ao porto de partida, e emprestaram à marina um gracioso cenário de internacionalidade, tal era a diversidade das bandeiras do pavilhão arvorados pelas embarcações participantes e, à baía, por ocasião da largada, um cenário de agradável beleza de dezenas de velas enfunadas procurando o melhor vento rumo ao destino.
A outra, foi a chegada dos 20 “yachts” participantes na 35ª edição da “Atlantis Cup-Regata da Autonomia”, a prova náutica que melhor representa a complementaridade e essencialidade das ilhas no todo regional permitindo aos velejadores, em cada etapa da prova, descobrirem e irem em busca da “ilha em frente”.
E se é verdade que, pelo que podemos constatar nas outras marinas por onde passámos, a marina da Horta, ao nível das condições das instalações para as empresas de atividades marítimo-turísticas com a inauguração, em julho de 2022, do pavilhão atualmente usado por estas, está à altura das condições oferecidas nas marinas referidas, existem outros aspetos em que o mesmo já não se verifica.
Assim aspetos como qualidade e modernidade de balneários, qualidade dos pontões, espaços para atracagem de mais “yachts” e embarcações de empresas da pesca grossa que, em cada ano, cada vez mais os solicitam e a cujos clientes está, também, associada a representativa escala, nesta época do ano, de aeronaves de executivos no aeroporto da Horta.
É, pois, importante não descurar as valências, do porto da Horta e da sua marina, para que possam continuar a assumir a centralidade que lhe é reconhecida e continuarem à altura de acompanhar os desafios das atividades económicas associadas a este autêntico “filão” do mar, que muito representa para a economia do Faial e dos Açores.
















