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O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, que tem tutela sobre a Comunicação Social, está a realizar um périplo pelas empresas e órgãos de comunicação social dos Açores, a fim de não só apresentar as ideias essenciais da nova legislação de apoio à comunicação social que pretende propor ao Parlamento, mas também recolher informações mais atuais e completas sobre a situação de cada um dos órgãos de informação.
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Enquanto isto acontece com o governo que, de forma clara, está a procurar envolver os interessados nas decisões, ouvindo-os e estando recetivo a acolher as suas propostas e sugestões de melhoria das medidas, grande parte dos deputados e dos partidos que tem vindo a terreiro opinar sobre os apoios à comunicação social privada dos Açores, vive num mundo distante, numa bolha ideológica preconceituosa, ou então, definitivamente, não conhece a realidade da imprensa privada nos Açores e deixou-se enredar em manobras estranhas aos interesses quer das empresas, quer dos próprios jornalistas que trabalham na comunicação social privada.
Por causa deles, por causa de comentadores que teimam em opinar sem conhecer com profundidade o que está em causa e também por ação de colegas seus que de forma absolutamente incompreensível contribuíram para este peditório, vão ficar os jornalistas da comunicação social privada dos Açores mais longe de poderem ter a sua remuneração valorizada como seria de justiça, pois o Governo não pretende retomar esse projeto, que não é consensual no Parlamento e que não terá condições de ser aprovado.
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Entretanto, as dificuldades dos órgãos de comunicação social nos Açores são inexoráveis e impiedosas. Aqui, no Faial, por exemplo, o Tribuna das Ilhas resta como o único jornal impresso em papel em circulação no Faial. Quando, em janeiro passado, a comunidade faialense se espantou e lamentou, com razão, o desaparecimento do seu diário em papel, o que aconteceu em concreto para além das palavras que o vento depressa levou e que não implicaram nenhuma alteração do status quo comunitário?
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Este jornal pertence a uma cooperativa. E ser cooperante da IAIC é também ser parte deste processo de responsabilização comunitária. Ora, desde o início deste ano, a situação diretiva da cooperativa está em banho-maria, à espera de uma solução para os corpos sociais, que tarda.
Do seu lado, a direção editorial do Tribuna das Ilhas assumiu um compromisso de serviço e de colaboração para o mandato desta direção, que já o está a prolongar há vários meses, sem que veja nem mobilização nem solução diretiva.
O nosso compromisso atingiu o limite. Prolongá-lo seria pactuar com a inércia e com o conformismo.
Daí que a direção editorial, depois de atempadamente o ter comunicado à direção da Cooperativa, decidiu que o seu tempo à frente dos destinos do jornal terminaria nesta edição.
Foi um serviço que prestámos à nossa terra e à IAIC com gosto e com honra.
A equipa editorial que agora termina funções (o diretor e os editores de cultura e de desporto) agradece a todos os que com as suas sugestões nos ajudaram na nossa missão. A todos os que escrevendo regularmente enriqueceram com a sua opinião plural as páginas do jornal; aos jovens e disponíveis colaboradores Martim Medeiros e Simão Dias; ao Dr. Fernando Faria Ribeiro a amizade e dedicação incansável; ao Paulo Salvador o papel inestimável de ligação entre o jornal e a direção; e aos jornalistas André Goulart, Carolina Maciel e Susana Garcia o profissionalismo, a competência, a disponibilidade e a paixão que sempre manifestaram em fazer de cada edição do nosso Tribuna das Ilhas, a melhor de sempre.
A todos o nosso obrigado!















