Electricidade. Um serviço público ou um negócio de alguns para alguns?

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Imagine que é um(a) accionista da EDA. Sabe quais as implicações de tal condição? Bem, comecemos pelos interesses e objectivos que teria, enquanto accionista. 

Como seria expectável, quereria obter sempre dividendos. Mas para isso, a EDA teria de ter sempre exercícios económicos positivos. De forma simples, a EDA teria de ter sempre lucro para que esses proveitos pudessem ser divididos por todo(a)s o(a)s accionistas.

Na sua senda para obter a sua quota-parte, seria capaz de tomar qualquer decisão que o/a favorecesse? Por exemplo, tentaria aumentar os tarifários, reduziria as despesas que teria com os meios de produção da sua empresa, nem que tivesse que reduzir os salários daquele(a)s que, para além dos clientes, garantem que obtenha dividendos no final do seu ano económico, os trabalhadore(a)s?

São os trabalhadore(a)s da EDA que garantem a prestação de um serviço público, são a ‘cara’ mais visível e próxima dos consumidores. Aliás, por vezes, são o(a)s mensageiro(a)s das más noticias para os consumidores, e como já sabemos, é mais fácil «matar o mensageiro(a)» do que o(a) responsável pela mensagem.

Se o(a)s trabalhadore(a)s da EDA são bem pagos? Espero que o sejam, assim como gostaria que todo(a)s o(a)s trabalhadore(a)s o fossem. Se têm legitimidade para fazer greve? Claro que têm, bastando para tal que a obtenção de lucros, por parte da EDA, não  impediu o seu Conselho de Administração de fazer de tudo para que fosse reduzido para metade todo o trabalho suplementar e cessasse quase por completo o descanso compensatório, que é essencial, para quem trabalha por turnos. Tudo em nome dos tais resultados positivos! (…)

Leia este artigo na íntegra na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 08.06.2012 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário