Eleições para o Conselho Executivo da Escola Manuel de Arriaga

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A Escola Manuel de Arriaga (ESMA) vai a eleições no próximo dia 27 de junho para eleger o novo Conselho Executivo.

Eugénio Leal atual presidente da ESMA assumiu funções no ano letivo  2005-2008. Durante quatro mandatos de três anos esteve à frente deste estabelecimento de ensino. A estas eleições concorrerm três listas.

Tribuna das ilhas conversou com os elementos que integram as listas concorrentes que nos falaram dos objetivos e projetos.

 

Paulo Gonçalves, docente da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) encabeça a Lista A ao Conselho Executivo da ESMA.

TI – O ato eleitoral para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga vai decorrer no próximo dia 27 de junho. Quais são as principais ideias e promessas da sua candidatura?

PG – Em primeiro lugar agradeço a oportunidade que o Tribuna das Ilhas nos dá de expressar algumas ideias junto da comunidade e antes de responder à pergunta, não posso deixar de fazer uma referência ao trabalho que foi efetuado pelo Conselho Executivo anterior, que esteve 11 anos a gerir esta escola.

 Por outro lado, também queria congratular-me com o facto de haver três listas, o que demonstra uma grande maturidade democrática da escola, e nós, LISTA A, demos um contributo importante nesse sentido, ao aparecer com uma lista.

Quanto à questão em concreto, ideias e promessas, nós não somos propriamente políticos que andamos a fazer promessas, prefiro dizer que temos muitas ideias, projetos e intenções. Até porque não é o Conselho Executivo que executa todos os projetos. A escola depende de toda a gente. A nossa escola tem imensos projetos que aconteceram ao longo dos últimos anos, é uma boa escola e o nosso contributo será no sentido de explorar, propor, discutir novas ideias e encontrar soluções para situações em que é possível melhorar.

Apresentámos um plano de ação com cerca de oitenta objectivos, para muitos dos quais temos um conjunto de propostas e soluções. Achamos que deve haver uma grande abertura mental à mudança, à inovação e as propostas têm que ser discutidas e analisadas pela comunidade escolar, em particular, mas também pela comunidade, em geral.

Demos uma demonstração clara disso ao colocar à disposição de toda a gente, a possibilidade de poderem escrever na página da nossa lista, numa fase inicial, as suas preocupações e propostas, antes da formação do nosso programa e agora que apresentámos o programa, oferecemos a possibilidade de nos questionarem e tirarem dúvidas sobre as propostas que lá estão.

TI – Caso seja vencedora a lista que encabeça, quais as principais mudanças que pretende levar a cabo na escola?

PG – Se formos eleitos, implementaremos e proporemos bastantes mudanças, digoproporemos, porque muitas situações dependerão do Conselho Pedagógico, da Assembleia de Escola e dos próprios professores. Sem a participação e a consciência das pessoas para a importância de algumas mudanças, elas nunca acontecerão. Portanto, o que nós faremos é propor e tentar comunicar as vantagens de algumas mudanças, e esperamos que depois sejam bem-recebidas.

De qualquer modo, eu já referi uma, que é ouvir as partes envolvidas e essa será sempre a nossa principal preocupação.  Mas em termos de projetos objetivos, há um em particular que me é muito caro, e que até é uma exigência consagrada, no artigo 8º do Decreto Legislativo Regional, que define o currículo regional, que é a obrigação da escola promover um conjunto de atividades de caráter cultural, desportivo e lúdico para os alunos. Isto tem sido, de alguma forma, feito. No entanto, existe um problema que é cada vez maior na escola, em nosso entender, que é a motivação dos alunos.

 O projeto em questão chama-se “Um professor, um projeto”. Iremos propor a todos os professores da escola que desenvolvam um projeto extracurricular, de um tema que seja do seu interesse, de forma a servir como âncora a grupos de alunos. Isto permitirá, em tese, que os alunos cheguem a esta escola no início do ano letivo e tenham uma oferta de cerca de cem temas diferentes, e quando digo temas, podem ser temas de debate, workshops, núcleos, clubes ou o que se quiser chamar. Isto permitirá a abordagem de assuntos que podem ir desde a robótica, às motos, à culinária, entre muitos outros, o que as pessoas quiserem.

Este é um dos projetos. Para além disso há a questão da tecnologia. Nos dias que correm, em pleno século XXI, é para mim quase inadmissível que haja um tão grande afastamento da tecnologia e da evolução tecnológica que existe no mundo atualmente. Temos de trazer mais opções, soluções e colocar os alunos em contato com as melhores soluções tecnológicas que são desenvolvidas, neste mundo. Temos de pôr os alunos a explorar aplicações, a tentar programar e a estarem abertos à realidade do presente.

TI – Quais os principais desafios que se colocam aos Conselhos Executivos na atualidade?

PG –  São certamente muitos, mas eu destacaria dois, nesta fase. Um já referi um pouco na pergunta anterior, que é o esforço permanente de atualização da escola aos nossos dias. A evolução é cada vez mais rápida, o sistema educativo é muito pesado e leva muito tempo a mudar, e, portanto, é normal haver cada vez maior desfasamento entre a realidade e a escola. Este acho que é um grande desafio.

Outro desafio (há muitos), mas este tem a ver com a noção de que é preciso transmitir a toda a comunidade, que a escola, tal como existe atualmente, tem o valor que tem, pelo relacionamento das pessoas. Esse relacionamento implica respeito entre toda a gente, entre os alunos, dos alunos com os professores e com os funcionários, a escola tem que ser no fundo, uma segunda casa.

É evidente que, numa comunidade onde há cerca de mil pessoas, é normal que haja problemas, mas temos que passar uma mensagem e cultura de respeito, porque só assim é que podemos aprender mais, ser melhores e adquirir as ferramentas necessárias para o futuro. Neste momento destacaria estas duas situações.

TI – O que o difere dos outros candidatos?

PG – Nós avançámos com este projeto porque achamos que estava na altura, temos o conhecimento, a experiência necessária e a energia suficiente, para dar o nosso contributo para a melhoria da escola. Esta é a nossa ideia base.

 Assumimos uma posição de liderança, fomos os primeiros a aparecer com lista, os primeiros a apresentar o nosso programa. Tentámos transmitir uma imagem de trabalho, planeamento, organização, de utilização de tecnologias e de comunicação. Não basta dizer que vamos ouvir, nós implementámos durante a pré-campanha e na campanha soluções para ouvir as pessoas. E isto penso que marca de alguma forma a diferença.

TI – Quais as principais características dos elementos que formam a sua equipa?

PG Em termos gerais penso que somos pessoas com personalidade forte, cada um dos membros da equipa, diz o que pensa com muita frontalidade. Temos também, uma equipa muito trabalhadora, e parecem-me ser estes os dois aspetos mais relevantes.

TI – Que mensagem quer deixar à comunidade escolar?

PG – A mensagem essencial é de  que nós, se formos eleitos, faremos um trabalho árduo com toda a gente, no sentido de transformar, dentro das possibilidades e das limitações que existem sempre, a nossa escola numa escola do século XXI, portanto numa escola mais tecnológica, que se relacione mais facilmente com os pais e os encarregados de educação, através da tecnologia, mas também através da interação pessoal. Uma escola que seja interessante e motivante para os alunos.

                                                                                                                                                                                                                Tatiana Meirinho

Paula Menezes,  encabeça a Lista B das Eleições para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga.

TI –  Quem é a Lista B e como surgiu a ideia de concorrer?

PM – A lista é encabeçada por mim, sou professora aqui na Escola há 27 anos, depois tenho como vice-presidentes as professoras Ilídia Quadrado e Susana Freitas.Nesta fase inicial, somos três professoras. Estou como presidente da lista, porque fui eu que tomei a iniciativa e pensei ao longo do tempo que poderia ser uma vantagem elaborar uma lista.

Até há 12 anos,altura em que começaram a surgir as primeiras listas para o CE,não havia uma grande motivação das pessoas para formar uma equipa para a gestão da Escola. Mas agora resolvemos que estava na altura de apresentarmos um projeto nosso para dinamizar a Escola.

TI – Quais são as principais ideias e promessas que a vossa lista se debruça?

Paula Menezes: Quando eu e as minhas colegas pensámos em constituir esta lista, logo desde início, há uns meses atrás, começámos a reunir-nos para pensar o que podíamos dar à Escola, tendo em consideração a nossa experiência aqui na Escola. Uma vez que todas nós temos passado por uma série de cargos de coordenação e de gestão, inclusive já estivemos também em Conselhos Executivos, em Comissões Executivas anteriores, percebemos que na Escola há uma série de dinâmicas que têm que se incutir nos vários elementos da comunidade educativa, desde professores, funcionários, alunos ou encarregados de educação e que tem que se fazer com que todos estes intervenientes consigam realmente se coordenar entre si.

A nossa equipa conhece a realidade concreta desta Escola e as suas fragilidades e pensou em medidas para as minimizar. Uma delas está relacionada com a motivação, não só dos alunos, mas de toda a comunidade escolar, ao nível dos docentes e funcionários.

Estas são as quatro linhas. Uma das palavras chave é motivação. Pensamos que, devido a uma série de conjeturas nacionais, as pessoas estão desmotivadas e é preciso voltar a dar-lhes aquela alegria de estarem implicadas na sua profissão e de se sentirem reconhecidas. Depois tivemos outra palavra que nos apareceu muito: a partilha. É necessário que todos percebam que são importantes neste processo e que só uma Escola partilhada e motivada é que consegue chegar ao sucesso dos alunos.

Depois temos uma série de medidas mais específicas, sempre a pensar na motivação e na partilha.

TI – Caso sejam a lista vencedora, quais seriam as principais mudanças que pretendiam levar a cabo na Escola?

PM – Temos algumas mudanças para as várias áreas. O nosso programa de ação está dividido por quatro áreas: alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Sabemos que muitas mudanças têm que estar de acordo com todos os normativos que existem e que regem todo o funcionamento das escolas.

Ao nível dos alunos, temos que promover uma educação ambiental, para a saúde, para a inclusão social, empreendedorismo, cidadania. Cada vez mais temos que fazer com que os nossos alunos não estejam só na Escola para adquirir conhecimentos, mas também para se formarem como pessoas e cidadãos ativos e participativos.Gostaríamos de mudarjá no próximo ano a integração dos novos alunos.Sabemos que é um passo muito grande eles virem da Escola Básica, com 11 ou 12 anos, e por isso achamos que é importante fazer uma receção onde se sintam acarinhados e integrados na Escola.

Além disso, pretendemos envolver mais a Associação de Estudantes. Outra medida que gostávamos de implementar no próximo ano é o Orçamento Participativo. É ainda uma atividade pensada por alto,em que equipas de alunos contam com um valor máximo para que elaborarem um projeto para melhorar a Escola, seja com uma atividade, o embelezamento de um espaço, etc.Também queremos promover projetos de férias, em parceria com outras instituições.

Ao nível dos professores, a aposta é analisar e repensar situações de horário e dar-lhes mais condições e tempo para trabalharem melhor, uma vez que a dinâmica de todo um período da Escola é muito violenta e exige muito ao docente. Relativamente à formação dos professores, pretendemos fazer micro formações de duas ou três horas, ao invés do modelo antigo das 15h ou 25h. Também pensamos ser importante possibilitar ao corpo docente momentos de convívio e partilha de ideias.

Relativamente aos encarregados de educação, notamos ao longo dos anos tem havido mais participação dos pais no processo de formação dos seus educandos e interessados em participar nas atividades que a Escola propõe, assim como em participar com atividades da sua própria iniciativa. Queremos trazê-los ainda mais para as atividades extracurriculares, para conhecerem o que se está a fazer na Escola, fazer com que todos se sintam parte de uma comunidade.

Por fim, quanto aos funcionários, é importante fazer com que se sintam parte da comunidade educativa e motivados.

TI –  Quais são os principais desafios que se colocam aos Conselhos Executivos atualmente?

PM -Penso que um dos principais desafios é fazer com que todos se sintam valorizados na Escola. Depois, ter uma boa liderança: fazer com que todos se sintam implicados, mas ao mesmo tempo saber liderar os vários processos, a nível educativo e extracurricular.

Pensamos que, sendo esta uma Escola grande e a única que existe na ilha com 3º Ciclo e ensino secundário, temos ainda mais a responsabilidade acrescida de apanharmos a parte final do processo formativo dos alunos, lembrando que muitos vão terminar com a conclusão do ensino secundário, mas que outros necessitam de mais-valias para conseguirem prosseguir no seu ensino superior.

Os desafios são conseguir gerir e liderar, mas sempre com o envolvimento de todos. E, por isso, necessitamos de uma série de outros elementos que vão fazer parte da gestão intermédia da escola. O papel do Conselho Executivo é conseguir por toda esta dinâmica a trabalhar, encaixar estas várias peças.

TI –  O que as difere dos outros candidatos?

PM -Penso que todas as listas estão motivadas para as funções que pretendem desempenhar e tenho a certeza que qualquer que seja a equipa que ganhe no dia 27 de junho, vai fazer o melhor trabalho pela Escola de acordo com as suas linhas de ação.

Mas destaco a nossa experiência, o conhecimento muito alargado de como funciona uma Escola. Nós as três já passámos por uma série de funções. Já estivemos em Conselhos Executivos e em Conselhos Pedagógicos, estivemos e estamosna coordenação de Departamentos de Grupos Disciplinares, de Diretores de Turma, do Pro Sucesso, do Secretariado de Exames e inúmeras atividades extracurriculares. Isto permite-nos perceber o que é necessário fazer em cada uma delas.

Penso que temos uma certa maturidade profissional e muita disponibilidade de tempo, o que nos dá a segurança e preparação para o cargo. Com a equipa que tenho ao meu lado, sinto-me preparada para fazer a liderança da Escola e envolver toda a comunidade escolar no sucesso da Escola. Se não ganharmos, não perderemos nada, porque voltaremos na mesma à sala de aulas, alunos e projetos.

TI – Quais as principais características dos elementos que compõem a lista?

PM – São, sem dúvida, pessoas competentes, com um enorme sentido de responsabilidade, profissionalismo e dedicação. Sinto que é uma equipa que encara as coisas com seriedade e respeito. É uma enorme responsabilidade ter que gerir uma Escola com mil alunos, mais de cem professores e mais de cinquenta funcionários, e sentimos esse peso.

TI -Que mensagem quer deixar aos alunos da Escola?

PM -A Escola tem que ser um local onde eles se sintam melhor. A mensagem que deixo aos alunos éque venham com vontadede vir para a Escola, para aprenderem e se tornarem cidadãos responsáveis e participativos. O rigor e a exigência têm que estar, mas os alunos também têm que saber ser, estar com os outros, ajudar os outros.

Como conclusão, deixo outra nota que considero importante. Os alunos têm que começar a acreditar em si, para alcançar o sucesso. Muitos alunos já chegam à Escola a pensar que não conseguem.

                                                 Ana Borba

A  Lista C  apresentou o seu Plano de Ação para o Triénio 2017/2020: “Projeto de todos e para todos – A Escola que queremos ter em 2020”, onde estão presentes inúmeras medidas pensadas para melhorar o quotidiano de quem estuda e trabalha na ESMA.

TI – Quem são os elementos que compõe esta lista?

PM -Sou professor de Biologia e Geologia, o Francisco Pereira é professor de Informática e a Avelina Goulart é professora de Matemática. Somos professores do quadro da Escola Secundária Manuel de Arriaga há já muitos anos, com experiência diversificada a vários níveis, com diferentes programas de ensino, com situações exigentes em termos de disciplina e de trabalho com alunos de risco.

Sentimo-nos capazes, disponíveis e com energia para entregar os próximos três anos das nossas vidas de uma forma diferente pela Escola. Temos a experiência de trabalho de equipa, já nos conhecemos há muito tempo e constituímos uma equipa de elementos que se complementam, porque temos não só diferentes aéreas de atuação, mas também diferentes competências e funcionamos como um todo.

TI -O ato eleitoral para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga vai decorrer no próximo dia 27 de junho. Quais são as principais medidas da vossa candidatura?

PM – No nosso Plano de Ação, propomos medidas concretas ao nível dos alunos, professores e pessoal não docente, pais e encarregados de educação. A nossa prioridade foi ouvir várias entidades exteriores à Escola, tais como as Associação de Pais e de Estudantes, a APADIF, a CPCJ e a Escola Segura.

Queremos que os alunos se sintam bem na Escola, tentado evitar situações de toxicodependência e de indisciplina, e temos uma estratégia para envolver esses alunos de forma mais ativa e positiva.

A Escola Secundária não pode pensar só em preparar os alunos para a Universidade. Nós temos feito bem esse trabalho, mas precisamos também de não descuidar dos alunos que estão em risco e que têm enveredado por caminhos de indisciplina e toxicodependência, porque muitos desses alunos vão ficar na ilha e a nossa Escola tem que encontrar caminhos para lidar com essas situações já.

Francisco Pereira: O nosso projeto assenta nas pessoas e para existir essa dinâmica tem que existir a comunicação, para construir juntos a Escola que queremos. As pessoas têm que se reconhecer nas medidas, por isso essas mesmas medidas resultam de uma oscultação e do diálogo que mantivemos com as várias instituições.

TI -: Ao nível dos alunos, que medidas propõem?

PM –  Para os alunos, contamos com medidas como a organização de grupos de alunos tutores; a criação do concurso “Conselho Executivo por um dia”, destinado a equipas de alunos que se apresentam com propostas para a gestão da Escola; ou a diversificação de produtos no bufete, tendo por base propostas dos alunos, nutricionalmente enquadradas.

Também propomos a abertura do gabinete de mediação e prevenção da indisciplina; o incentivo do desenvolvimento de projetos alternativos para alunos com risco de abandono escolar com tendência para a indisciplina; a valorização do ensino profissional; a dinamização do gabinete médico, articulando as atividades da equipa da saúde com o Hospital da Horta e o Centro de Saúde, o CIJ, o CPCJ e a APADIF.

Vamos focar-nos também na diversificação da oferta extracurricular e da oferta formativa diversificada e em articulação com a entidade externa, tendo sempre por base a oscultação dos alunos, professores e do Gabinete de Psicologia e Orientação; assim como continuar a incentivar o desenvolvimento de atividades e projetos interdisciplinares.

Queremos ainda dar particular atenção à transição do 6º ano para o 7º ano, na qual os alunos mudam da Escola Básica para o 3º Ciclo, com a implementação do dia aberto para os alunos do 6º ano virem visitar as instalações da ESMA, e aumentar a articulação com a Escola Básica.

Francisco Pereira: Temos ainda uma proposta que visa criar um parque de bicicletas no interior da Escola. Uma medida simples que pode promover práticas de desporto e aumentar a mobilidade a todo o universo escolar, com nível de custo reduzido e uma boa pegada ecológica.

PM -Relativamente aos docentes, gostava de destacar a criação da figura do assessor por um dia, no qual um professor desempenhará um trabalho colaborativo com a equipa do Conselho Executivo, por um dia no ano. Desta forma poderemos trazer os professores à vivência dos desafios diários da coordenação da Escola e poderemos envolver o máximo possível de pessoas na solução dos problemas.

Francisco Pereira: Basicamente, queremos por os professores a vestirem todos “a mesma camisola”. Se estes se sentirem parte da gestão, na tomada de decisão e perceberem que as suas opiniões são valorizadas, com certeza que vão abordar a vivência na Escola com outro espírito e sentirem orgulho de pertencerem à ESMA.

Francisco Pereira: Por outro lado, quanto aos encarregados de educação, uma das nossas propostas é a criação de uma linha SOS Família, sendo possível aos pais terem acesso direto e imediato a elementos do CE em situações emergentes, na impossibilidade de contactar o Diretor de Turma.

PM -Pretendemos enviar informações relevantes, via correio eletrónico, mantendo sempre a disponibilidade para o atendimento individual e presencial, assim como a criação de uma plataforma de justificação de faltas online para os alunos do Secundário.

TI – Caso vençam as eleições, quais as principais mudanças que pretendem implementar na Escola?

PM – Se formos eleitos, no primeiro dia vamos sair do Conselho Executivo e ouvir, para conhecer e aceitar sugestões antes de tomar decisões, sendo certo que vamos ter que as tomar. Já demos um sinal claro de humildade e de querer seguir o melhor caminho.

Nós começámos a pré-campanha ouvindo o máximo possível de pessoas e, se formos eleitos no dia 27 de junho, iremos cumprimentar de imediato as outras listas pela sua participação. Queremos que toda a Escola esteja junta e unida na procura das soluções.

Nós estamos aqui os três por uma liderança democrática e participativa, acreditamos que é possível haver disciplina conciliando a afetividade e a empatia e o desenvolvimento de atividades interessantes para os alunos com um processo de aprendizagem das relações pessoais.

TI – Quais os principais desafios que se colocam aos conselhos executivos, na atualidade?

PM -Um dos nossos desafios é conseguir motivar os alunos num contexto em que atualmente os alunos têm um nível de estimulação muito elevado, com um nível de informação muito alto, a chegar com muita frequência através dos meios de comunicação social e das redes sociais. Isto cria riscos que têm que ser bem geridos.

TI -O que é que o difere dos outros candidatos?

PM -Difere-nos o lema do nosso plano, nós somos um projeto “de todos e para todos” e temos uma visão rumo a 2020. Nós propomo-nos para o triénio 2017/2020 e no nosso lema temos a expressão “A escola que queremos ter em 2020”. Não estamos nesta candidatura pelos cargos nem pelos títulos ou contra ninguém, estamos sim pela Escola, pelas pessoas que primeiramente nos incentivaram a avançar e por todos os elementos da comunidade educativa que merecem que a Escola seja um espaço de bem-estar, de criatividade e de uma ligação saudável à sociedade.

TI – Quais as principais características que cada elemento desta lista oferece à equipa?

PM -Escolhi os meus colegas para criarem esta equipa comigo porque vejo neles características que são importantes numa liderança democrática e participada. Vejo humildade, determinação, ponderação, vontade de aprender, dedicação, capacidade de trabalho, rigor, uma grande capacidade de estabelecer relações humanas positivas e saudáveis a vários níveis, capacidade de trabalho em equipa, honestidade, seriedade e disponibilidade.

Há uma outra característica que vejo em nós os três e que considero determinante para os próximos três anos, nós temos paixão, no sentido de que temos a energia e a vontade para dar o nosso melhor pela Escola a esse nível pelos próximos três anos. E isso é uma entrega que se sente.

TI -Que mensagem quer deixar aos alunos da Escola?

PM – Gostávamos de lembrar que era importante que todos os representantes dos encarregados de educação do 3º Ciclo e Secundário e dos alunos do Ensino Secundário com o poder de voto exercessem o seu direito no próximo dia 27 de junho, entre as 9h e as 17h, na Sala de Reuniões, ao lado da Sala do Conselho Executivo.

Estamos certos de que queremos contribuir para continuar a construir uma Escola onde vamos gostar de estar quando voltarmos às aulas com os nossos alunos.

                                            Ana Borba

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