Editorial – Eleições

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Com o aproximar das eleições começam os “diz que disse”, o “quem é quem” e as milhentas promessas.
Setembro e outubro serão meses animados, ora vejamos: visitas a instituições – as mesmas instituições de sempre -; auscultações de entidades – as mesmas de sempre -; e chorrilho de promessas – as mesmas promessas de sempre!
Até agora os primeiros conhecidos são os mesmos primeiros de há 4 anos atrás, ou seja, são os mesmos! E o que é que estes mesmos têm feito pelo Faial?
Que intervenção tiveram na nossa sociedade? Além de apontar o dedo a uns e outros?
Até haver comunicações oficiais, tudo isto não passam de especulações.
É preciso é que, seja qual for o candidato, tenha os pés assentes na terra e pense bem no que o Faial precisa.
E quando dizemos do que o Faial precisa não nos limitamos a obra, a betão, cimento e asfalto.
O Faial precisa que a sua massa crítica se una e se interesse.
O Faial não pode ser só um paraíso para quem nos visita. Não pode ser só “peace and love” para turistas.
O Faial precisa de empreendedorismo, de indústria, de comércio. Precisa que o Governo deixe de se intrometer tanto no que os privados ambicionam fazer. Precisam de ter pessoas com vontade de fazer mais e mais. Precisa de ser atrativo para os jovens.
Deixemo-nos dos “jobs for the boys”. O que não faltam são “tachos” a pseudo-inteletuais cuja competência nem dá para encher meia frigideira.
Temos centenas de jovens promissores, talentosos e competentes que simplesmente não voltam ao Faial porque não conseguem trabalhar aqui. E não conseguem porquê? Porque não são filhos, primos, afilhados ou genros/noras e netos de “personalidades” desta terra.
Isto é do piorio. Temos que lutar contra isto porque são estas atitudes que levam a que as taxas de abstenção subam mais e mais e mais.
O Faial precisa de gente e de medidas concretas. Precisa de crescer e de se fazer ouvir no panorama regional.
Para estas eleições queremos e precisamos de pessoas sem papas na língua. Não queremos “Yes men”, queremos políticos que nos defendam com unhas e dentes. A ver vamos.

 

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