Em resposta às consequências da guerra na economia, CDS-PP Açores defende maior autossuficiência alimentar e energética nos Açores

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O Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores defendeu, nesta quarta-feira, que “deve ser feito um acompanhamento permanente da evolução dos indicadores económicos e do número de refugiados gerados pela guerra na Ucrânia, para que possamos, nos Açores, agir em conformidade e na medida das nossas capacidades”.

A líder parlamentar do CDS-PP, Catarina Cabeceiras, observou que “além do chocante drama humanitário que o conflito gera, esta invasão vai ter pesados efeitos no processo de recuperação da economia mundial pós-pandemia que já estava em marcha”, desde logo, ao nível do aumento do preço, e eventual escassez, de energia, combustíveis e matérias-primas, como trigo, cevada e óleo de girassol, habitualmente provenientes da Rússia e da Ucrânia. A deputada alertou que “esta situação contribuirá para o encarecimento do preço de bens essenciais como pão, massas, rações, e já se começa a sentir dificuldades nas cadeias de distribuição de outros bens essenciais, determinados pela necessidade de acautelar bens a médio prazo”.

“Como não se via desde há muito, os Estados e Regiões poderão ter de adotar medidas eficientes de contenção de consumo e de diversificação do fornecimento energético”, considera a deputada do CDS-PP. “Tal como a pandemia acelerou a transição digital, este é também o momento de acelerar a transição energética. É também necessário prosseguir um caminho de maior autonomia e autossuficiência alimentar, com vista a proteger a nossa economia, que já estava fragilizada”.

Catarina Cabeceiras manifestou especial preocupação com o impacto do aumento dos preços dos fertilizantes no sector da agricultura nos Açores, e alertou para a necessidade de “encontrar a melhor forma de ajustar a política salarial aos novos tempos que vivemos”, atendendo ao previsível aumento do custo de vida.

Quanto ao acolhimento de refugiados, a deputada do CDS-PP afirmou que “nos Açores, como povo hospitaleiro que somos, usaremos da nossa solidariedade para receber de braços abertos quem escolher a nossa terra para reatar a sua vida, longe da guerra e da destruição”. Neste sentido, congratulou o Governo Regional por já ter encetado contactos com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, a fim de facilitar a vinda de cidadãos ucranianos para os Açores, e saudou “as iniciativas espontâneas da sociedade civil, que emergiram desde a primeira hora, quer seja nas demonstrações de apoio, manifestações pela paz ou na recolha de bens de primeira necessidade para fazer chegar a quem mais precisa”.

Catarina Cabeceiras entende que “nunca, como hoje, a defesa da liberdade e da democracia, fez tanto sentido” e concluiu a sua intervenção afirmando que “defendê-la, hoje, tem custos para o nosso modo de vida, mas é o preço a pagar para que a democracia seja respeitada”.