Empresas do Terceira Tech Island vão pagar 3,5 milhões em salários

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O projeto Terceira Tech Island, que já instalou 24 empresas tecnológicas na ilha Terceira, terá um retorno de mais de 3,5 milhões de euros só em pagamento de vencimentos, entre 2018 e o final de 2020.

em um impacto económico muito forte, porque além da qualificação dos recursos humanos e do aproveitamento dos recursos humanos, além do fator de exportação, que não estão aqui quantificados, apenas em remunerações aos seus programadores, neste espaço de três anos, representou um acréscimo de rendimento bruto superior a 3,5 milhões de euros”, adiantou hoje o vice-presidente do Governo Regional dos Açores.

Sérgio Ávila falava, na Praia da Vitória, na inauguração das novas instalações da Bool, empresa de criação de ‘software’, que integra o projeto há dois anos.

Promovido pelo Governo Regional dos Açores, o projeto Terceira Tech Island iniciou-se em outubro de 2017, com a formação de programadores, e desde 2018 já atraiu 24 empresas tecnológicas, instaladas em edifícios cedidos pelo executivo açoriano, no centro da Praia da Vitória.

“Hoje temos mais 20 empresas instaladas. O Terceira Tech Island criou já mais de 170 postos de trabalho diretos em programação”, frisou o vice-presidente do Governo Regional.

Segundo o governante, a inauguração das novas instalações da Bool, presente na incubadora de empresas da Praia da Vitória desde 2018, representa o crescimento do projeto.

“Mesmo neste período de pandemia, de redução e de confinamento nós conseguimos captar — e estão em fase de instalação — três novas empresas tecnológicas aqui na Praia da Vitória. E temos cinco empresas que já estavam aqui instaladas, que pelo facto de crescerem significativamente, quer em termos de contratação de recursos humanos, quer em termos da sua atividade, irão nos próximos dois, três meses também instalar-se em edifícios próprios no centro da Praia da Vitória”, apontou.

As empresas do Terceira Tech Island ainda não empregam os 400 trabalhadores que o vice-presidente do executivo açoriano estabeleceu como meta, até ao final de 2020, para recuperar o emprego extinto na base das Lajes, mas Sérgio Ávila acredita que esse número poderá até ser superado.

“Temos como objetivo que este projeto faça face aos efeitos diretos decorrentes da redução da presença dos norte-americanos na base das Lajes. Penso que é consensual neste momento que estamos a conseguir cumprir esse objetivo e aquele padrão de referência que tínhamos não só estamos a concretizar como tudo aponta para que nos próximos tempos seja reforçado”, frisou.

Instalada na incubadora de empresas Praia Links, em julho de 2018, a Bool iniciou a atividade na ilha Terceira com cinco programadores, estimando aumentar esse número para 10 até ao final desse ano.

Transferida agora para novas instalações, a empresa conta com sete programadores, estando outros três em fase de contratação, mas o administrador, Afonso Metello, garantiu que há intenção de crescimento.

“Assim continuem a formar novos talentos, faz-nos mais sentido do que nunca apostar em crescer”, sublinhou.

Segundo Afonso Metello, a pandemia da covid-19 fez despertar o interesse de empresas mais conservadoras, mesmo em Portugal.

“Estamos em tempos difíceis, complicados. A pandemia veio virar do avesso os planos e as contas de toda a gente. Tenho muita sorte, especialmente quando vejo as notícias, de estar numa área que não deixou de ter procura”, revelou.

A empresa, que tem sede na Praia da Vitória, faturou 1,4 milhões de euros em 2019 e conta já com 50 funcionários, prestando serviços para clientes de oito países.

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