Escola de Novas Tecnologias dos Açores

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Tribuna das Ilhas falou com João Lima, da Escola de Novas Tecnologias dos Açores (ENTA), o qual nos contou tudo acerca da instituição, da sua história e dos seus objectivos futuros.

João Lima disse-nos que a ENTA “iniciou a sua actividade em 6 de Outubro de 1993, sendo parte integrante do INOVA até Setembro de 2001. Desde então, até à presente data, a ENTA é uma escola autónoma. Tem vindo a promover a formação de jovens habilitados com o ensino secundário (e qualificação profissional de nível 3), através de Cursos de Especialização Tecnológica de nível IV”.

Além disso, a referida escola “faz também muitos cursos de curta duração para activos das empresas do mercado empresarial regional”, acrescenta.

João Lima disse-nos que actualmente “estão a decorrer diversos cursos de nível III e IV, em horário laboral e pós-laboral”, como por exemplo técnico de electrónica e comunicações, técnico de informática: instalação e gestão de redes, técnico de controlo da qualidade alimentar e técnico da qualidade.

Em curso estão muitos outros cursos, os quais podem ser descobertos no site da ENTA.

Falando de perspectivas para a escola, João Lima contou-nos que “no próximo ano procuraremos dar seguimento a este plano, introduzindo no nível III propostas ligadas às energias renováveis, à programação de sistemas informáticos e à electrónica industrial”.

Para entrar nesta escola, os interessados devem ter como escolaridade mínima o 11.º ano. É importante referir também que de Maio a Julho a ENTA fará “a promoção pública regional das nossa propostas. As inscrições poderão ser feitas presencialmente, por correio ou através da nossa página Web”.

É de realçar que a ENTA procura “investir sempre em áreas de ponta, em áreas de elevado potencial para as profissões do futuro. Está a ser preparada, também, uma alargada oferta formativa para formadores através da nossa plataforma de e-learning no sítio da internet http://eform.enta.pt”.

Quando questionamos João Lima sobre a importância da formação profissional nos dias de hoje, este disse-nos que “é um facto que o mercado de trabalho nacional tem graves carências de qualificação e de escolaridade. Portugal é um dos países que mais carência apresenta nesta área. A nível regional as carências são semelhantes”. É por isso mesmo que o membro da ENTA diz que “por outro lado, sabemos que só cidadãos bem formados e empresas bem preparadas serão capazes de resistir aos contínuos desafios dos novos tempos. É uma questão de sobrevivência”.

Sendo que a ENTA é uma escola de dimensão regional, pois João Lima disse-nos que têm alunos de todas as ilhas, a instituição tem “sempre uma procura muito superior à oferta. Em termos de empregabilidade, a nossa taxa continua perto dos 80%, pois há muitos que prosseguem os seus estudos a nível universitário”, esclarece. “Porém, hoje em dia, não nos devemos preocupar em fazer um curso para a empregabilidade imediata. Para os mais jovens, já não há empregos para toda a vida. Devemos, sim, apostar em áreas tecnológicas com futuro, de forma a que os mais jovens possam dominar estas linguagens e, consequentemente, possam mover-se com à vontade entre as diversas profissões que irão exercer no futuro”, finaliza.

  

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