Estado deve garantir apoios aos mais desfavorecidos no acesso ao Ensino Superior

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“No âmbito da nossa ação política, não permitiremos que qualquer jovem Açoriano seja impedido de frequentar o Ensino Superior por falta de condições financeiras para tal”, reiterou esta segunda-feira a candidata do PS/Açores às Eleições Legislativas nacionais do próximo dia 6 de outubro.

Isabel Almeida Rodrigues, que falava à margem da reunião com a Associação Académica da Universidade dos Açores, realçou o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, nomeadamente “a definição da Propina Máxima e a inclusão dos Açores no Plano de Expansão do Alojamento Universitário como medidas de impacto positivo junto dos estudantes”. Agora, acrescenta, é necessário “criar condições para que o Estado salvaguarde os apoios necessários de forma a garantir que mesmo os mais desfavorecidos consigam, se assim o entenderem e tiverem aproveitamento escolar para tal, entrar no Ensino Superior”.

“Esse é, talvez, o expoente máximo da Democracia e da atividade política, ou seja, garantir que os que menos têm e menos podem tenham acesso às mesmas oportunidades que todos os outros”, acrescentou Isabel Almeida Rodrigues.

Para a candidata socialista, é ainda primordial que se crie condições para que “mais jovens Açorianos prossigam o Ensino Superior, qualificando-se, para que possam, ao terminar os estudos, regressar à Região, sendo este um dos desígnios mais importantes para se garantir o futuro”.

Nesse sentido, e atendendo aos alunos que tenham beneficiado de uma bolsa de ação social no ensino secundário, a candidatura do PS/Açores irá debater-se na Assembleia da República por “medidas que garantam o acesso automático às bolsas de ação social do Ensino Superior, sem ter de aguardar pelo processamento administrativo por parte da respetiva Universidade”.

Além dessa medida, Isabel Almeida Rodrigues acrescentou ainda defender, ao longo desta próxima legislatura, o “aumento dos apoios sociais aos estudantes do ensino superior, em especial no âmbito das bolsas, das residências e do programa Erasmus, bem como a criação de um número de vagas de mestrado acessíveis por mérito e a preços controlados, a fim de promover uma Universidade ao alcance de todos, e ainda, o incentivo aos estudantes do ensino secundário profissional para que ingressem no Ensino Superior”.

Sublinhando a importância da Universidade dos Açores para a Região, a candidata socialista reafirmou ainda, na ocasião, continuar a defender a instituição que, por se localizar numa região arquipelágica e ser caraterizada por uma tripolaridade tem de ter necessariamente uma diferenciação e os sobrecustos que daí advém tem de ser atendidos. “É verdade que no último Orçamento de Estado foi incluída uma norma que encarrega o Governo da República de fazer essa avaliação e, portanto, aguardamos que na sequência dessa avaliação de sobrecustos sejam tomadas as medidas necessárias para atender às necessidades da Universidade em virtude das suas circunstâncias especificas”, referiu a candidata.

“Para continuarmos este caminho de progresso e de confiança, é preciso votar. As eleições ganham-se com mobilização em direção às urnas, porque o que está em causa nestas eleições é o futuro de Portugal e o futuro dos Açores”, acrescentou a candidata do PS/Açores às Eleições Legislativas nacionais de 6 de outubro.

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