Europeias 2014 – Inês Zuber aponta problemas na agricultura e nas pescas

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A eurodeputada e membro do Comité Central do PCP Inês Zuber visitou durante o dia de ontem a ilha do Faial, no âmbito da pré-campanha para as eleições europeias de 25 de maio.

Esta visita teve por objetivos “constatar quais os problemas existentes e aprofundar conhecimento da realidade local, de forma a transformá-los em intervenções políticas juntos das instituições”, como referiu a eurodeputada, que nesta acão manteve alguns contatos com produtores de leite na freguesia de Pedro Miguel e esteve reunida com a direção da Cooperativa Agrícola de Laticínios do Faial. 

Inês Zuber reuniu ainda com a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores e com a Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores e visitou as instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, a empresa de exportação de peixes vivos Flying Sharks e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Faialenses.

A eurodeputada comprometeu-se a intervir junto do Parlamento Europeu (PE) fundamentalmente sobre duas questões, que afirma já terem sido objeto de intervenção por parte do PCP naquela instância, com propostas que não foram aprovadas e que Zuber considera que fariam toda a diferença. Essas questões prendem-se com a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e a aprovação da extinção das quotas leiteiras, em 2015, que, no entender da eurodeputada, “vem desregular o mercado” com consequências negativas para o pequeno produtor.

Zuber recorda que o PCP propôs no quadro da reforma da PAC “uma emenda sobre a continuação das quotas leiteiras nas regiões ultraperiféricas”, que não foi aceite pela maioria do PE, “inclusive pelos deputados do PSD, CDS e PS”, salientou.

No que às pescas diz respeito, a eurodeputada dirige o seu discurso para as restrições a certo tipo de pescado, lembrando que “estas são imposições feitas de forma burocrática e de centralidade sem ter em conta a realidade dos vários mares da União Europeia”, dando como exemplo o Mar do Norte em que a pesca do tubarão de profundidade está proibida por estar em perigo, mas nos Açores a situação não se verifica. Por este motivo, defende, “tem de haver um estudo para se perceber o potencial de exploração dos diferentes mares”.

Para a eurodeputada “tem de haver um equilíbrio do que são as preocupações ambientais e as realidades socioeconómicas das populações que vivem dos próprios setores”. No seu entender, na Política Comum Pescas (PCP) “não tem havido essa preocupação” porque “a gestão é feita quase às cegas, aplicando medidas iguais para todos, sem que haja um contato com a realidade”.

Nas pescas, Zuber recorda que a proposta da exclusividade da pesca nas 200 milhas da costa foi rejeitada por muitos eurodeputados portugueses e promete continuar a defender no PE uma gestão de proximidade, assente no conhecimento científico, que envolva o setor e as comunidades dele dependentes na definição e implementação das políticas.

 

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