Faial recebe VI Regata Internacional de Botes Baleeiros

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A Regata Internacional de Botes Baleeiros, é uma prova que ultrapassa os meandros da competição e que permite estreitar laços de amizade entra duas cidades irmãs Horta e New Bedford.


A baia da Horta vestiu-se de velas e palamentas baleeiras durante esta semana, semana em que decorreu a VI Regata Internacional de Botes Baleeiros.

Numa organização do Clube Naval da Horta em conjunto com a Azorean Maritime Heritage Society esta regata a capacidade de juntar nas mesmas águas, gentes com antepassados na baleação açoriana.

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Tom Alves – Azorean Maritime Heritage Society

A Regata Internacional de Botes Baleeiros, é uma prova que ultrapassa os meandros da competição e que permite estreitar laços de amizade entre duas cidades irmãs (Horta e New Bedford), bem como da sua comunidade emigrante radicada naquela paragem, sentimento que é partilhado por Tom Alves que este ano lidera a comitiva americana de 45 pessoas que veio até ao Faial e ao Pico.

A Regata Internacional de Botes Baleeiros é actualmente um dos marcos mais significativos da geminação existente entre as cidades da Horta e New Bedford, e na qual a Câmara Municipal da Horta tem liderado o processo desde a sua criação.

Apesar de se tratar de uma competição desportiva, a Regata Internacional de Botes Baleeiros envolve várias entidades de índole cultural, sobretudo museus, quer em New Bedford quer no Faial e Pico.

A regata do ano passado, realizada na cidade americana de New Bedford contou com a particularidade de ter associada a inauguração e abertura de uma ala açoriana no Museu da Baleação em New Badford com uma exposição permanente alusiva à Baleação Açoriana, uma “oportunidade de deixar um legado histórico às gerações mais recentes, e onde foi transmitida a importância da época da baleação, no contexto do desenvolvimento comercial e cultural” – frisa Tom Alves.  

Para além do programa social que lhes mostrou a ilha a comitiva foi recebida pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta que lhes proporcionou uma breve “aula” de história sobre a cidade, nomeadamente sobre a elevação da Horta de Vila a Cidade cujo 178º aniversário agora se comemora e sobre a influência da família Dabney na economia faialense na altura da “baleação”.

“Os americanos ensinaram os açorianos a pescar e nós adaptámos essa pesca á nossa realidade”, explicou João Castro, referindo-se ao elo que desde essa altura ligou os dois continentes e que ao longo de 3 gerações de Dabneys colocou a Horta à altura de tudo o que se passava no Mundo.

Tomás Alves, Presidente da Organização Azorean Maritime Heritage Society, defende que esta “janela” de união tem que manter-se aberta para que estes laços não de percam, destacando ainda a importância destas comitivas na divulgação do Faial e do Pico, principalmente numa nova vertente que se começa agora a impor, que é o Turismo Cultural, e que é na sua opinião o que vale a pena explorar para perpetuar os Açores no tempo.

Alves explica ainda que através do Museu Baleeiro de New Bedford (New Bedford Whaling Museum) foi possível muitos residentes nos Estados Unidos perceberem a importância que os açorianos tiveram na formação daquela comunidade.

Tom Alves, em conversa com o Tribuna das Ilhas, refere que neste momento, em New Bedford, estão a encetar esforços para captar as camadas mais jovens, “estamos empenhados em trazer jovens para o nosso clube para que possam perpetuar esta regata e assegurar que todo o nosso esforço não se perde”.

 

 

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