Fausto Brito e Abreu crítica cortes de 25% na captura do goraz nos Açores

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, criticou ontem o corte de 25% nos totais admissíveis da captura (TAC) do goraz no arquipélago para os dois próximos anos, que foi aprovado pelo Conselho de Ministros das Pescas da União Europeia, em Bruxelas. Contudo, este corte é ainda um valor inferior aos 34%, que tinha sido proposto em outubro, pela Comissão Europeia.

 “O corte na quota do goraz é superior às pretensões dos Açores mas, ainda assim, é um corte menos brusco do que o proposto pelo Conselho Internacional para a Exploração dos Oceanos que defendia um corte de 60% de quota para 2015 e redução idêntica para 2016”, lembrou o governante.

“Em 2015 vamos ter um TAC que nos permite capturar 678 toneladas, superior à média anual de captura dos últimos cinco anos, e para 2016 vamos ter um TAC de 508 toneladas que, embora represente um corte em relação às capturas atuais, na ordem das 80 toneladas, ainda nos permite efetuar capturas importantes para o setor das pescas na Região”, afirmou o Secretário.

“O goraz é uma das espécies com maior valor comercial nos Açores, tendo, por isso, uma grande importância económica e social” sublinhou Brito e Abreu, recordando que “nos próximos dois anos, o Conselho Internacional para a Exploração dos Oceanos irá dar especial atenção ao goraz e, caso seja considerado que os índices de abundância da espécie estejam a recuperar, há a possibilidade de se verificar a reposição de quota para valores semelhantes aos de 2014, que permite aos Açores capturarem 904 toneladas”.

Fausto Brito e Abreu mostrou ainda o seu contentamento com a decisão deste Conselho, em não reduzir as quotas do imperador.

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