Feira Outlet

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Neste fim de mês, neste fim de semana, neste fim dos saldos, realiza-se mais uma Feira Outlet, na cidade da Horta.

Esta é uma dupla oportunidade, quer para consumidores quer para comerciantes, que, numa altura de crise (sim, porque ela existe, e é bem portuguesa…), procuram realizar bons negócios, e, como em qualquer bom negócio, só é bom, se for bom para ambas as partes.

Para os consumidores que procuram “deitar a mão” a verdadeiras pechinchas, comprando a preço muito baixo aqueles artigos da sua preferência, e que só agora lhes está ao alcance, numa altura em que ainda há muito tempo pela frente…

Para os comerciantes que procuram “livrar-se” dos últimos artigos dos seus stocks, a preço de custo ou até mesmo inferior, única forma de reaverem o dinheiro para as novas colecções, evitando que estes artigos se transformem em “monos”, e que pesem nas existências.

Quanto maior a diversidade de artigos, melhor, pois assim o leque de escolha é maior e agrada a toda a família, dos mais novos aos mais velhos, dos mais ricos aos mais pobres, para ambos os sexos, porque a crise toca a todos…

Quantos mais empresários participarem, melhor, não só para o consumidor, mas também para as próprias actividades, pois da união nasce a força, da camaradagem, e porque quanto maior for a Feira, maior poder atractivo terá junto da população.

Esta Feira veio para ficar, num modelo importado, quer da vizinha ilha do Pico (que já vai no III Pico Outlet), quer por pressão de um evento semelhante trazido para a ilha por empresários continentais, o que fez despoletar um processo de união e defesa dos comerciantes locais.

Em boa hora se uniram, em boa hora se defenderam do ataque exterior, fazendo eles próprios a sua Feira, que tem merecido a preferência dos Faialenses, e não só.

Para tal, houve que sensibilizar a sua Câmara do Comércio e Indústria da Horta, a sua Câmara Municipal da Horta, no sentido de avançarem com idêntico certame, por forma a serem criadas as condições necessárias para “pôr de pé” esta reivindicação.

As duas edições anteriores, apesar do mau tempo (frio com neve na Caldeira, e vento forte na Marina), registaram um volume assinalável de vendas, com um número significativo de visitantes.

Regista-se também que esta Feira, é, sem sombra de dúvida, aquela em que a pressão e a união dos empresários é maior, para que a mesma se realize e se afirme no calendário anual de Feiras, se comparada com outras institucionais, como a ExpoMar ou o Mundo Rural.

Todos os anos, todas as estações, lá estão os empresários de papel na mão, com um abaixo assinado para que esta Feira se realize, a discutirem as datas, o local, a animação, a divulgação e os preços, como se tal fosse novidade para os organizadores, que insistem em não incluirem estes eventos nos Orçamentos e Planos Anuais de Actividades.

Importa, pois, que a CCIH (e a CMH) entenda(m) que esta é uma Feira que é para se manter, enquanto houver vontade dos consumidores para comprar, e dos comerciantes para vender, e que terá de contar com a “boa vontade” de ambas as Câmaras, na defesa dos seus associados e dos seus munícipes.

Também é nestas alturas em que a falta de um espaço central e polivalente se faz sentir, incompatível com um propagado “Multi-Usos” em São Lourenço, que mais não é do que um coberto de lata em terra batida, sem quaisquer condições de conforto térmico e acústico.

É urgente que a cidade da Horta disponha de um verdadeiro Pavilhão Multi-Usos (na próxima legislatura, já se sabe…), central e acessível, que albergue as mais diversas actividades desportivas, culturais e económicas, e que, com alguma boa vontade, poderia localizar-se nos terraplenos do novo Porto de Passageiros.

Assim, evitavam-se os constrangimentos de uma CCIH em procurar um Pavilhão Desportivo disponível, e as dificuldades de uma CMH no licenciamento da ocupação da via pública, para além dos elevados custos com a montagem e desmontagem de tendas.

Esperemos que o bom tempo colabore neste fim de Fevereiro, convidando as pessoas a saírem à rua, circulem, e passem pela Avenida Marginal, de 5ª feira a Domingo.

Esperemos que os empresários adiram, e que exponham uma grande quantidade de artigos, de qualidade, nacionais e a bons preços, de forma apelativa.

Esperemos que os clientes apareçam, saiam de casa, do conforto do lar e da televisão, neste fim de mês, onde as carteiras estarão menos vazias, na mira daquele “mimo” que ainda lhes falta para serem… mais felizes!

“Compre o que é nosso”, nacional, e ajude Portugal a combater o desemprego, a criar investimento e a aumentar a sua quota de mercado, quer nacional, quer nas exportações.

“Compre no Comércio Tradicional”, e ajude a criar mais oportunidades no Faial, para os seus filhos!

Bom, Bonito e Barato! Quem descobre? Quem chega primeiro? Quem compra!

Boa Sorte!

                                                                               Contributos, para

                                                                        [email protected]

 

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