Fileira do leite: Novas diretrizes até ao final de 2022

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Novo presidente da Cooperativa manifesta intenção de até finais de 2022 apresentar um plano que permita melhorar a eficiência e assegurar o futuro deste organismo do qual depende centena e meia de famílias.

É objetivo do novo conselho de administração apresentar um plano de reestruturação até ao final do ano, diz o presidente da Cooperativa Agrícola dos Laticínios do Faial (CALF). Hélder Costa acredita que assim fica definido o caminho a seguir: “ajustar a realidade, o negócio, a estrutura e diminuir custos com o que não seja matéria-prima”.

Os resultados de exploração cronicamente negativos dificultam a ação futura. Só no ano passado as contas fecharam com um défice a rondar um milhão de euros. As opções são duas, diz ao Tribuna das Ilhas: “ou crescemos a produção de leite para a capacidade instalada ou ajustamos a fábrica para a produção existente”.

A fábrica tem uma capacidade instalada para 18 milhões de litros de leite por ano, no entanto, ao longo das últimas duas décadas, o leite produzido na ilha situa-se, em média, nos 12 milhões de litros/ano. O sobredimensionamento da estrutura industrial, inaugurada em 2004, é apontado como um dos fatores que maiores dificuldades traz ao desenvolvimento do modelo de negócio, já que 1/3 da capacidade fica por utilizar.

“É inevitável reestruturar a fábrica, até porque tem 20 anos, o que numa unidade industrial desta natureza começa a ser um pouco obsoleto” esclarece acrescentado que face a esta inevitabilidade deve-se aproveitar para “pensar numa estrutura mais ajustada à produção real” da ilha.

Ao nível do aumento da produção de leite, Costa duvida que se consiga fazê-lo de forma significativa. Na ilha, segundo avança, “há menos produtores, mas tem tendência para crescer a sua capacidade”, dai que o leite entregue na CALF seja sempre em quantidades semelhantes. Outro dos desafios, que a médio/longo trecho pode pôr em causa a fileira do leite do Faial, é o do envelhecimento do setor. “Um dos grandes riscos é a matéria prima diminuir ao ponto que o negócio deixe de ser mesmo sustentável, analisa em alusão ao futuro desta fileira do setor primário.

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