Francisco César lamenta que “pouco ou nada” se tenha dito para resolver os problemas dos Açorianos

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Francisco César considerou este domingo que o discurso de encerramento do líder nacional do PSD, Luís Montenegro, durante o 25º Congresso regional do PSD/Açores, “pareceu mais uma crítica ao Governo Regional do que ao Governo da República”.

A este propósito, e lamentando o facto de quer o líder nacional como o líder regional dos social-democratas “pouco ou nada” terem dito sobre matérias de interesse à Região, o dirigente socialista lembrou que Portugal é o quinto país da União Europeia com mais medidas de combate à inflação, sendo que “a região é a pior do país em termos de combate ao aumento do custo de vida”.

“Sobre isso, basta ver que a inflação nos Açores sobe acima da média nacional, aliás a Região também é aquela que tem uma taxa de desemprego acima da taxa nacional, e sobre estas matérias o que ouvimos da parte de José Manuel Bolieiro, foi uma mão cheia de nada. Pouco ou nada se referiu em relação às dificuldades que os Açorianos atravessam”, referiu o socialista.

Mas, para Francisco César, também em matéria relacionada com a Lei do Mar, e com a declaração de inconstitucionalidade, anunciada esta semana, por parte do Tribunal Constitucional, “também pouco ou nada se disse”.

“O que ouvimos de Luís Montenegro foi que era importante que os Açores recebessem benefícios da exploração do seu mar, mas nós não ouvimos uma única palavra sobre aquilo que diz respeito à Região, nomeadamente se a Região Autónoma dos Açores e os seus órgãos de governo próprio devem ter, ou não, uma palavra a dizer, vinculativa, sobre a exploração do seu mar”, lamentou o deputado do PS/Açores à Assembleia da República.

Para Francisco César, o 25º Congresso Regional do PSD/Açores dividiu-se entre a preocupação “em manifestar satisfação por finalmente ter chegado ao poder, para poder retomar velhas políticas e velhos protagonistas”, mas, também, “preocupado com a estabilidade da coligação, havendo, inclusive, alguns lamentos de alguns militantes por terem de dividir o poder com outros protagonistas políticos”.

A finalizar, o dirigente socialista deixou ainda uma crítica ao facto de não se ter ouvido, da parte do líder regional do PSD, José Manuel Bolieiro, nada sobre as dificuldades que “as famílias e as empresas estão a sentir neste contexto de inflação e de subida do custo de vida”.